A mais recente pesquisa Genial-Quaest publicada nesta quarta-feira, 11, traz uma coleção de péssimas notícias para o presidente Lula (PT). Entre elas, a desaprovação crescente de seu governo e a ineficácia de políticas eleitoreiras como a isenção de imposto de renda para que ganha até R$ 5 mil mensais.
Se, meses atrás, a reeleição parecia garantida diante das trapalhadas do clã Bolsonaro e de um cenário macroeconômico um pouco menos negativo, as posições diplomáticas equivocadas do governo brasileiro e a eclosão do escândalo bilionário do Banco Master arrastaram o lulopetismo para os piores índices em muitos meses.
Adicionalmente, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), 80.2% das famílias brasileiras estão endividadas. Em cenário de inflação ainda alta e juros estratosféricos, é um componente a mais sobre as costas da “alma mais honesta desse país” e uma lufada de ar quente a inflar o frágil balão de Flávio Bolsonaro (PL).
Zema no páreo
Um dado interessante do novo levantamento da Quaest – do atleticano quase tão irritado com o Galo quanto eu, Felipe Nunes – é o crescimento da pré-candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Chico Bento é o único dos opositores fora do clã das rachadinhas a oscilar positivamente nos últimos meses.
Em janeiro deste ano, Zema tinha 31% das intenções de voto contra 46% de Lula em uma eventual disputa direta, ou seja, uma diferença de 15 pontos percentuais. Hoje, segundo a mesma Quaest, essa diferença caiu para 10%. O governador teria 34% e o chefão do PT, 44%. Nada mal para quem promete seguir na disputa.
Aliás, tais números trazem certa esperança para quem, como eu, deseja ter uma alternativa real a Lula que não seja um Bolsonaro. Particularmente, adoraria ver uma chapa formada por Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, e Romeu Zema. Quem sabe Gilberto Kassab não opere tal milagre?