Como serão os eventos de posse de Simões no governo de Minas

Passagem de bastão de Romeu Zema para o vice, filiado ao PSD, acontecerá no domingo (22) e terá momentos distintos
Mateus Simões e Romeu Zema
Simões tomará posse por causa da renúncia de Zema. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

Os dois eventos que marcarão a posse do vice-governador Mateus Simões (PSD) na chefia do poder Executivo de Minas Gerais, no domingo (22), terão tons distintos. 

Primeiro item do roteiro, a cerimônia organizada pela Assembleia Legislativa (ALMG) seguirá ritos tradicionais, como a passagem de Simões por um corredor de honra, a recepção por uma comitiva de deputados estaduais e a entrega da declaração de bens. 

A atividade seguinte, no Palácio da Liberdade, na Savassi, tende a ser mais informal, apenas com discursos do pessedista e do governador Romeu Zema (Novo), que renunciará em prol da pré-candidatura à Presidência da República.

O Fator apurou que Zema e Simões devem discursar de um palanque montado em frente às escadarias do Palácio. Na Assembleia, apenas o vice-governador falará, posicionado na tribuna do plenário.

Cerimônia na ALMG

A solenidade no Parlamento está prevista para começar às 10h. Ao chegar, Simões será recepcionado por um corredor formado pelos Dragões da Inconfidência, grupamento de honra da Polícia Militar. Ele seguirá para o salão nobre da Casa, onde deputados estaduais farão a recepção formal. 

No plenário, antes de discursar, o pessedista terá de ler o compromisso de respeito às leis e assinar o termo de posse. Nesta etapa da solenidade, caberá a ele entregar, ao presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), sua declaração de bens. 

O emedebista, por seu turno, dará ao novo chefe do Executivo exemplares da Constituição Mineira e da Constituição Federal. 

Passando o bastão

A transmissão de cargo no Palácio Tiradentes servirá como um gesto de boas-vindas a Simões, que na semana passada enviou a aliados convites para que possam assistir à solenidade na Savassi. Como a reportagem já mostrou, a intenção é que o evento destaque o vice-governador, e não apenas Zema, que deixará o cargo por força da regra da Justiça Eleitoral sobre a desincompatibilização de funções públicas. Como pretende disputar o Palácio do Planalto, ele precisa renunciar até 4 de abril.

Já Mateus Simões, no posto de governador, será pré-candidato à reeleição. Ele pretende concorrer por meio de uma coligação à direita, com partidos como PSD, Novo, Podemos, Agir e Solidariedade. Há, ainda, o objetivo de conseguir os apoios de Republicanos e da federação União Brasil-PP.

Enquanto o Republicanos tem o senador Cleitinho Azevedo como pré-candidato ao governo do estado, a federação partidária também interessa ao congressista e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deseja que o senador Rodrigo Pacheco (PSD) se filie ao União Brasil para disputar o comando de Minas. O partido, contudo, ainda não definiu qual posição adotará.

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