A Rede Sustentabilidade vive dias de incerteza quanto aos rumos da federação com o Psol. Embora deseje renovar o acordo para a eleição deste ano, o partido entende que não pode interferir na decisão da legenda aliada, que analisa a possibilidade de embarcar na coalizão que conta com PT, PCdoB e PV.
A O Fator, o porta-voz nacional da Rede, Paulo Lamac, disse que se a dobradinha com o Psol for interrompida, a sigla buscará formar outra federação. Segundo ele, há tratativas nesse sentido com PDT e PSB.
“A Rede entende que não pode – e não deve – interferir na decisão interna de outro partido. Desejamos continuar a federação com o Psol e não seguiremos o caminho do PT. Não há hipótese de seguir”, afirmou.
O Psol marcou para 7 de março a reunião que vai decidir sobre eventual embarque na federação liderada pelo PT. A migração é um desejo, sobretudo, do grupo liderado pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Em Minas, uma das expoentes dessa corrente é a deputada estadual Bella Gonçalves.
Apesar da inclinação da ala de Boulos a uma aliança com o PT, Lamac vê outra parte do Psol caminhando em mão contrária.
“Nosso sentimento é de que existe uma maioria consolidada no Psol que defende a manutenção da federação”, pontuou.
O setor pessolista favorável à federação com o PT entende o movimento como parte dos esforços para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As vozes que fazem oposição à ideia, contudo, entendem que não seria positivo para a legenda formar a aliança sob risco de perda de protagonismo.
