Testemunhas das agendas do secretário-geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no início da semana notaram a sensação de reticência e cautela nas falas de parte da equipe que o acompanhava. A postura está relacionada à possibilidade de Macêdo perder o cargo na reforma ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou com a substituição de Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde.
Interlocutores ouvidos por O Fator relataram que, durante um almoço entre a comitiva e do ministro e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), também acompanhada de sua equipe, a conversa se encaminhou para o debate a respeito de ações futuras e novas visitas de Macêdo ao município. Quando o assunto fez a “curva”, entretanto, alguns assessores pisaram no freio afirmando que seria preciso esperar a conclusão da reforma ministerial.
Em BH, a cautela adotada pelo estafe de Macêdo também foi notada. Interlocutores ouvidos pela reportagem afirmaram que assessores do ministro demonstraram apreensão com a possibilidade de, por causa de eventuais mudanças patrocinadas por Lula, a equipe da Secretaria-Geral ser desfeita.
Macêdo esteve na capital mineira para, ao lado do prefeito em exercício, Álvaro Damião (União Brasil), assinar o termo de adesão do município ao Programa Diogo de Sant’Ana Pró-Catadoras e Pró-Catadores para a Reciclagem Popular, do governo federal
Em Contagem, ele participou da assinatura de um compromisso para a implantação de um polo do Programa Estação Juventude, do governo federal. O convênio repassará ao município R$ 500 mil para a oferta de cursos de capacitação de jovens para o mercado de trabalho, com cursos de robótica, cursos para o mercado de games e manufatura aditiva aplicada — tecnologia que permite criar objetos físicos a partir de um modelo virtual, por meio da adição de materiais em camadas.