Mais jogos que em 2014 e seleções hospedadas no interior: o plano de Minas para a Copa do Mundo Feminina

Torneio, que acontecerá no meio do ano que vem, terá o Mineirão, em BH, como uma das sedes
O Estádio Mineirão
Mineirão será um dos palcos da próxima Copa do Mundo Feminina. Foto: Bruno Cantini/Atlético

Minas Gerais tenta emplacar cidades do interior do estado na lista de municípios aptos a receber as seleções que disputarão a Copa do Mundo Feminina de Futebol, entre junho e julho do ano que vem. O Mineirão, em Belo Horizonte, está confirmado como sede de algumas partidas, em número que, muito provavelmente, será superior aos seis jogos ocorridos no estádio durante o Mundial de 2014.

Neste momento, pelo que O Fator apurou, a articulação junto à Fifa, liderada pelo governo do estado, é para que oito localidades mineiras constem no catálogo apresentado aos times nacionais no momento de busca por espaços de preparação e hospedagem.

A relação tem Ipatinga (Vale do Aço), Juiz de Fora (Zona da Mata), Uberlândia (Triângulo), Montes Claros (Norte), Sete Lagoas (Central), Santa Luzia (Região Metropolitana) e Pouso Alegre (Sul). Para que as cidades apareçam no catálogo da Fifa, é preciso que as instalações locais sejam aprovadas por técnicos da federação internacional. O pleito é para que os oito municípios sejam incluídos no roteiro de vistorias da entidade máxima do futebol.

Em 2014, durante a Copa do Mundo Masculina, algumas seleções escolheram Minas Gerais como base. O Uruguai ficou em Sete Lagoas, enquanto a Argentina treinou na Cidade do Galo, complexo de propriedade do Atlético e localizado em Vespasiano. O Chile, outro representante sul-americano, ficou concentrado na Toca da Raposa 2, em BH.

O aval da Fifa à inclusão das cidades no catálogo de centros de treinamento, porém, não significa a presença de seleções nas localidades. Os municípios terão de ser individualmente escolhidos pelas confederações nacionais, que costumam levar em consideração aspectos logísticos, como a distância até as sedes das partidas, e estruturais, como a qualidade do gramado e dos hotéis. 

Ao menos 8 jogos em BH

Na Copa de 2014, o Mineirão recebeu seis jogos — quatro na fase de grupos, um na fase de oitavas de final e um na etapa semifinal, quando a Alemanha derrotou o Brasil no histórico 7 a 1. Para o ano que vem, contudo, a previsão é de mais partidas no Gigante da Pampulha: oito ou nove.

A expectativa está relacionada ao fato de a Copa Feminina ter menos estádios que o Mundial de 2014. Naquele ano, 12 campos dividiram os jogos; no ano que vem, serão oito, tendo de abrigar o mesmo número total de jogos: 64. A ideia dos organizadores no estado é que ao menos um dos confrontos realizados em solo belo-horizontino tenha a participação da Seleção Brasileira.

Pé no acelerador

No sábado (9), o governador Romeu Zema (Novo) publicou ato que oficializa a criação de um grupo de trabalho (GT) para tratar das ações inerentes ao poder Executivo estadual na organização da etapa mineira do Mundial. A criação do GT é, de acordo com o Palácio Tiradentes, o desdobramento de uma carta enviada pela Fifa a Zema em junho do ano passado, quando BH foi oficializada como cidade-sede. 

“Na prática, o grupo ficará responsável por acompanhar a execução de obras, serviços, medidas administrativas e ações estratégicas exigidas pela FIFA, além de articular secretarias, forças de segurança, órgãos de controle e demais instituições envolvidas”, informou o governo mineiro à reportagem.

O grupo será liderado pela subsecretaria de Esportes, vinculada à pasta de Desenvolvimento Social. Secretarias como Casa Civil, Cultura e Turismo, Justiça e Segurança Pública, Infraestrutura e Planejamento também participarão do comitê. Terão assento, ainda, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e a Polícia Militar.

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