As opiniões de lideranças do setor comercial de Minas sobre o iminente aumento da Selic

Novo reajuste deve ser confirmado nesta quarta-feira (19) pelo Copom e traz preocupação quanto aos impactos na geração de empregos
O Banco Central do Brasil
Copom deve confirmar novo aumento na Selic. Foto: Marcello Casal Júnior/Agência Brasil

O iminente aumento de um ponto percentual da Selic, a taxa básica de juros, preocupa o setor comercial de Minas Gerais. A avaliação é que os recorrentes reajustes do índice, que deve chegar a 14,25% nesta quarta-feira (19), não têm surtido o efeito necessário e, de quebra, inibido a geração de empregos e a expansão dos negócios.

“Com a taxa Selic mais alta, o crédito fica mais caro, desestimulando o consumo, especialmente de bens duráveis e de maior valor agregado. O aumento dos juros também pode gerar inadimplência de empresas e consumidores, dificultando a recuperação econômica”, diz Marcelo de Souza e Silva, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

A subida da Selic para 14,25% deve ser oficializada na reunião desta quarta do Comitê de Política Monetária (Copom), ligado ao Banco Central (BC). Na última reunião do grupo, em janeiro, houve sinalização quanto a uma nova elevação do índice em março. A projeção foi ratificada na semana passada pelo Boletim Focus.

Segundo Souza e Silva, o crescimento constante da taxa básica de juros torna as empresas mais cautelosas quanto a tomar decisões para ampliar as atividades.

(A redução dos investimentos em expansão) pode impactar o crescimento do setor e a geração de empregos”, avaliou.

Cledorvino Belini, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas), tem opinião similar. Segundo ele, os aumentos não têm conseguido conter a inflação.

“Estamos percebendo uma desaceleração de investimentos por parte dos empresários e uma grande pressão sobre os custos operacionais, com custos elevados (energia, matéria-prima, logística) que podem ter um impacto adicional caso dependam de financiamentos para capital de giro”, apontou.

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