A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) calcula que terá déficit de R$ 589,8 milhões nas contas públicas municipais no ano que vem. A projeção consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, enviado pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) a vereadores e consultado por O Fator nesta sexta-feira (16). A LDO é o documento responsável por nortear a construção da Lei Orçamentária para o próximo exercício.
A estimativa feita para 2026 é diferente do cenário deste ano. O orçamento de 2025, aprovado pela Câmara Municipal em dezembro do ano passado, prevê as contas fechando no “0 a 0”, com receitas e despesas da ordem de R$ 22,6 bilhões.
O déficit projetado não considera valores relacionados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A receita previdenciária prevista para o ano que vem é superior a R$ 1,5 bilhão, o que pode ajudar a aliviar o caixa e, inclusive, deixar o caixa no azul.
Para chegar ao rombo previsto de R$ 589,9 milhões sem o RPPS, a equipe econômica do poder Executivo belo-horizontino projeta arrecadar R$ 20 bilhões em receitas, ante despesas da ordem de R$ 20,6 bilhões.
Apesar da estimativa de prejuízo, estudos da Prefeitura de BH anexados ao projeto da LDO apontam tendência de queda na curva de déficit do poder público municipal. Para 2027, o cálculo estima rombo de R$ 543,4 milhões; para 2028, o valor traçado é de R$ 474 milhões.
Segundo o projeto, a conta que estima rombo de R$ 589,9 milhões considerou restos a pagar de R$ 1,5 bilhões por causa de despesas contraídas em anos anteriores. A equação também considera o crescimento vegetativo da folha de pessoal.
