O PRD e o Solidariedade intensificaram as negociações para a formação de uma federação partidária. As conversas, que começaram no mês passado, avançaram significativamente nos últimos dias, com expectativa de que o acordo seja oficializado em breve.
O Fator apurou que a construção da federação entre as duas legendas deve provocar mudanças relevantes no cenário político de Minas Gerais. Pelo menos dois deputados federais e um deputado estadual serão liberados das agremiações, o que significa que não concorreriam à reeleição pela coalizão formada entre PRD e Solidariedade.
Os nomes apontados como os prováveis “liberados” são os deputados federais Pedro Aihara, do PRD, e Weliton Prado, do Solidariedade, além do deputado estadual Professor Wendel, também do Solidariedade.
A articulação pela federação ocorre em um contexto de busca por fortalecimento das siglas para as eleições de 2026. Após a reforma eleitoral, partidos de menor porte passaram a buscar federações ou fusões para superar a cláusula de barreira, que estabelece exigências para acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão. A federação, uma vez formalizada, funcionará como uma única agremiação partidária durante todo o mandato, com vigência mínima de quatro anos, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral.
Apesar das mudanças previstas para os quadros federais e estaduais em Minas Gerais, a situação dos vereadores das duas legendas na Câmara Municipal de Belo Horizonte não será alterada. PRD e Solidariedade somam atualmente quatro parlamentares na Câmara da capital mineira, que não serão afetados pelo acordo de federação. São eles: Rudson Paixão e Diego Sanches (Solidariedade), e Wanderley Porto e Dra. Michelly Siqueira (PRD).
A federação PRD-Solidariedade, quando concretizada, deve ser comandada em Minas pelo deputado federal Fred Costa, do PRD.