A votação que derrubou — pero no mucho — um veto de Zema na Assembleia

Deputados revogaram decisão de Zema de barrar transferência de servidoras vítimas de violência, mas trecho acabou retirado
Deputados no plenário da Assembleia de Minas
Contudo, para ser submetido ao plenário, o Projeto de Lei (PL) 3.732/25 ainda precisa de aval da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO). Foto: Alexandre Netto/ALMG

Embora deputados estaduais de Minas Gerais tenham derrubado, nesta quarta-feira (21), o veto do governador Romeu Zema (Novo) a um projeto de lei que autorizava a transferência de servidoras estaduais vítimas de violência doméstica, o fato de um trecho do texto ter sido votado separadamente diminuiu, na visão de parte dos parlamentares, a força da proposta. 

Um pedido da base governista fez com que os parlamentares analisassem, de forma destacada, o artigo do projeto que dizia que a transferência das servidoras acontecerá independentemente da existência de vagas no local de destino. Com a rejeição a essa fatia do projeto, a remoção de funcionárias públicas só acontecerá em caso de disponibilidade de vaga.

A articulação para a derrubada do veto foi encabeçada pela bancada feminina da Assembleia, enquanto a apresentação do destaque, segundo apurou O Fator, aconteceu de última hora.

A líder da bancada feminina da Casa, Lohanna França (PV), disse que a revogação da decisão que barrava a remoção das servidoras representa um avanço. Ela, no entanto, lamentou a votação em destaque do trecho que condiciona as mudanças de lotação à disponibilidade de vagas.

Quando a gente, por poucos votos, não consegue manter esse trecho, (sobre a transferência) independentemente da vaga, perdemos, efetivamente, uma oportunidade de avanço, que foi construída na Casa, aprovada em dois turnos, com participação dos deputados da base governista e das comissões. Houve uma demanda da sociedade para que fosse aprovado”, apontou. “

“Houve um avanço, mas o que a gente precisava era que o texto fosse mantido em sua integralidade”, completou.

O texto sobre a transferência de servidoras foi apresentado por Cristiano Silveira (PT). Embora Zema tenha vetado a proposição, o líder do governo, João Magalhães (MDB), orientou os parlamentares da base aliada a votar pela revogação da decisão do Executivo. 

Aos colegas, Magalhães afirmou que o Palácio Tiradentes reconhece a importância da proposta.

A análise em destaque do trecho que desvinculava a transferência das servidoras à existência de vagas foi pedida por Cássio Soares (PSD), líder de um dos blocos governistas da Assembleia. A reportagem procurou a equipe de Soares para saber se ele deseja comentar a opção. O espaço segue aberto.

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