A TV está morta? Em Minas, políticos em busca de projeção pensam que “não”

Na verdade, pouco importa o palco, ou melhor, o picadeiro, pois o palanque para mentiras e promessas jamais cumpridas será o mesmo
Foto mostra urna eletrônica.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Que a política brasileira encontra-se em franco declínio, arrastando o país “morro abaixo”, isso é fato. E não se trata apenas de uma questão de opinião pública – ainda que também o seja -, mas de números, dados e realidade. 

Enquanto o STF, ou parte dele, admite admiração pela ditadura chinesa, comungando deste amor com o próprio presidente da República e sua esposa, que igualmente citam o regime de Xi Jinping como referência em regulação de redes sociais – afinal, nas palavras de Janjatour, “Lá dá cadeia” -, o Legislativo federal gasta como se não houvesse amanhã, e ainda tem a cara de pau de apontar o dedo – com razão, mas sem qualquer moral para tanto – para o Executivo incompetente e perdulário.

A inflação galopante, os juros estratosféricos, o déficit público incontrolável e a calamidade da segurança, educação e saúde públicas só reforçam o quadro de desalento. E quando buscamos soluções políticas, encontramos a já velha disputa inútil entre extremistas golpistas, mais vazios que os cofres públicos, e uma esquerda mofada, retrógrada, fisiológica e incansavelmente conivente com a corrupção.

Povo de Sucupira

Os “líderes” políticos, hoje, são tiktokers inúteis e contraproducentes, como Nikolas Ferreira, Cleitinho, Janones e outros da espécie oportunista oca. Chefes de Executivos estaduais importantes, como Romeu Zema, na falta de qualificação política – e amor próprio, neste caso, já que vem atirando sua imagem na lata de lixo dos algoritmos -, apelam a vídeos toscos e declarações pré-históricas.

Mas nem só de internet e redes sociais vive o marketing eleitoreiro – não confundir com marketing eleitoral. Políticos influentes, como o secretário de Estado de Minas Gerais, Marcelo Aro, e o senador Carlos Viana apostam na boa e velha “telinha” em busca de maior projeção e, claro, eleição em 2026. Ambos apostam em formatos sensacionalistas para cativar, como é mesmo?, “o povo”.

Jornalistas oportunistas, que saltam da comunicação para a política, são, parafraseando o imortal Cazuza, “Um museu de grandes novidades”. Com a onipotência, onipresença e onisciência da internet e das redes sociais, influencers se tornaram os antigos jornalistas oportunistas. Uma vez invadidos em seus territórios, políticos, agora, dão o troco e correm para o jornalismo. Como canta a banda Ultraje a Rigor: “Nós vamu invadir sua praia”.

Na verdade, pouco importa o palco, ou melhor, o picadeiro, pois o palanque para mentiras e promessas jamais cumpridas será o mesmo. Os atores mudam, mas os palhaços – nós – jamais. Viva Odorico!

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