Os bancos sondados pelo governo de Minas para atuar no repasse de direitos creditórios à União

Operação, que ainda carece de aval da Assembleia, é um dos caminhos de amortização da dívida possibilitados pelo Propag
A Cidade Administrativa de Minas
BB e BNDES são cotados para atuar na operação de cessão direitos creditórios ligada ao Propag. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O governo de Minas Gerais procurou o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para saber se as entidades têm interesse em atuar na execução da operação que cederá direitos creditórios estaduais à União a fim de amortizar uma dívida que supera os R$ 162 bilhões. As consultas foram feitas por meio de ofícios enviados nesta sexta-feira (13) às duas instituições.

A cessão de direitos creditórios de Minas ao governo federal foi aprovada em 1° turno pelos deputados estaduais nesta semana. A operação ainda precisa receber o aval definitivo da Assembleia Legislativa, mas a ideia do Palácio Tiradentes é transferir os títulos no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Os ofícios ao BB e ao BNDES são assinados pelo vice-governador Mateus Simões (Novo), que preside o comitê instalado pelo governador Romeu Zema (Novo) para acompanhar os passos rumo à entrada do estado no Propag.

No documento, além de questionar sobre eventual interesse dos bancos em participar dos trâmites para a cessão dos créditos, Simões pergunta sobre o prazo necessário para a modelagem da operação, bem como o tempo que seria preciso para a estruturação completa da transação. O vice-governador ainda solicita a previsão de disponibilização dos recursos que serão fruto da cessão.

O que são direitos creditórios?

O texto sobre os créditos permite que o Palácio Tiradentes encaminhe, à União, a posse dos direitos de valores devidos ao governo do estado por contribuintes que deixaram de pagar impostos, taxas, multas e outras obrigações

Toda a carteira de créditos inscritos na dívida ativa estadual poderá ser transferida ao Executivo federal. Segundo a proposta, Minas Gerais não terá responsabilidade sobre eventuais inadimplências dos devedores.

Sondado por Simões, o BNDES já tem outra atuação no bojo do Propag: o banco será o responsável por emitir laudos de avaliação das estatais que os governos interessados em refinanciar as dívidas pretendem ceder à União.

Leia também:

Juiz manda secretários de prefeitura mineira devolverem 13º salário considerado ilegal

Em defesa do interesse dos mineiros de todas as cidades

Por que deputados do PT não mergulharam nas conversas sobre candidatura ao governo de MG

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse