Governo vai negociar renovação do contrato da Codemig com CBMM, diz Mateus Simões

Extensão de acordo para exploração conjunta do nióbio de Araxá é vista como importante para sucesso de estratégia ligada ao Propag
O vice-governador Mateus Simões
Simões defendeu a renovação do acordo entre CBMM e Codemig. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

O vice-governador Mateus Simões (Novo) solicitou, nesta sexta-feira (13), ao presidente do Conselho de Administração das empresas estatais, Bruno Falci, que as tratativas com a família Moreira Salles, dona da mineradora CBMM, sejam mantidas com foco na renovação do contrato de exploração da mina de nióbio em Araxá, no Alto Paranaíba. O atual acordo entre a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e a CBMM vence em 2032.

O vice-governador destacou que a renovação é vista como imprescindível para preservar o valor da estatal mineira.

“Com o contrato renovado, a empresa poderá valorizar ainda mais seus ativos”, afirmou Simões, em entrevista coletiva.

A renovação do acordo de parceria entre CBMM e Codemig é vista como primordial para as negociações referentes ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A federalização da estatal é um dos caminhos considerados pelo governo para amortizar o débito com a União.

Apesar do apelo para que as negociações sigam adiante, o vice-governador pontuou obstáculos no caminho. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não realizará a avaliação das empresas antes de meados de 2026, período que fica além do prazo final para adesão ao Propag.

“O BNDES não vai oferecer valor de referência para as estatais até lá, então estamos começando a tratar, na Secretaria do Tesouro Nacional (STN), de como propor um valor provisório para calcular a parcela de janeiro (do Propag)”, explicou Simões.

Segundo o vice-governador, a saída encontrada deve ser a contratação de auditorias independentes para validar cálculos provisórios de valor dos ativos, já que a avaliação oficial ficará a cargo do BNDES. O processo, segundo ele, tende a se tornar mais complexo ao longo do ano, à medida que os ajustes e estimativas precisam ser realizados.

Na terça-feira (10), O Fator mostrou a renovação do contrato entre a CBMM e a Codemig, embora essencial para a concreta adesão ao Propag, ainda não tinha sido tratada pelo governo estadual.

Interlocutores próximos ao processo afirmam que a estratégia do governo pode enfrentar resistências, diante da possibilidade de o BNDES impor condições para a avaliação, como abertura de informações estratégicas da CBMM – entre elas, projeções de preços, contratos comerciais e mix de produtos. Caso isso ocorra, o avanço nas negociações pode ser limitado, repetindo dificuldades já encontradas anteriormente.

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