O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais apresentou crescimento acumulado de 1,4% no primeiro trimestre de 2025 frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços, com alta de 2,1%, e indústria, que avançou 0,8%, conforme dados da Fiemg, elaborados a partir de informações da Fundação João Pinheiro.
No período analisado, o setor agropecuário apresentou retração de 5,6%. Dentro da indústria, a indústria de transformação registrou crescimento de 2%, e energia e saneamento subiu 0,3%. Em contrapartida, a indústria extrativa caiu 3,5% e o segmento de construção registrou queda de 0,4%.
Considerando a comparação com o quarto trimestre de 2024, o PIB mineiro permaneceu praticamente estável, com leve recuo de 0,1%. O resultado foi impactado principalmente pela queda de 8% na agropecuária. O setor de serviços cresceu 1% no período, enquanto a indústria ficou praticamente estável, com crescimento marginal de 0,1%.
Entre os segmentos industriais, apenas a indústria extrativa teve resultado positivo no trimestre, com avanço de 6,2%. Os demais segmentos industriais apresentaram retração: construção civil (-2,1%), energia e saneamento (-1,5%) e transformação (-1,3%).
No acumulado do ano, o índice do PIB de Minas Gerais atingiu 113,31, enquanto o indicador nacional foi de 112,64, ambos ajustados sazonalmente com base no quarto trimestre de 2019 igual a 100.
Projeções para 2025
A expectativa para a economia mineira no decorrer de 2025 é de crescimento moderado, condicionado por uma política monetária restritiva e inflação acima da meta. Esses fatores têm influenciado a atividade econômica desde o final de 2024. Na indústria, as projeções indicam expansão mais limitada, devido ao encarecimento do crédito, pressões inflacionárias e aumento dos custos de produção.
Segundo estimativas da Fiemg, o PIB de Minas Gerais deve crescer 2,0% em 2025. As projeções para os principais setores são: agropecuária com alta de 1,5%, indústria com crescimento de 1,6% e serviços com avanço de 1,8%.
Riscos externos
O cenário internacional é apontado como fator de risco relevante. A adoção de tarifas comerciais por parceiros externos afeta setores estratégicos, como a metalurgia. Tensões geopolíticas e conflitos internacionais ampliam a instabilidade nos fluxos de comércio e investimentos, tornando o ambiente mais incerto para o planejamento do setor produtivo mineiro.
Os dados divulgados pela Fiemg são resultados de análises internas da Gerência de Economia e Finanças Empresariais da entidade, baseados em informações públicas da Fundação João Pinheiro.