Projeto entra na pauta de comissão antes mesmo de ter inteiro teor disponibilizado pela ALMG

Texto, com novas regras para a concessão de auxílios a servidores do Judiciário, consta na agenda desta quarta (9)
A fachada da Assembleia de Minas
Assembleia recebeu projeto que trata de auxílio pago a servidores do Judiciário. Foto: Guilherme Peixoto/O Fator

A inclusão, na pauta de uma comissão da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), de um projeto de lei que sequer tem o inteiro teor disponível no site da Casa chamou a atenção de interlocutores nesta terça-feira (8). O texto, que estipula novas regras para o pagamento de auxílio-saúde e auxílio-transporte aos servidores do Judiciário estadual, foi recebido em plenário hoje e já passou a compor a pauta de votação da sessão desta quarta-feira (9) da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO).

Por algumas horas da tarde desta terça, usuários do site da Assembleia que consultavam a pauta da reunião desta quarta da FFO tinham acesso apenas à ementa do projeto. 

“Altera a Lei nº 23.173, de 20 de dezembro de 2018, que institui o auxílio-saúde e o auxílio-transporte para os servidores do Poder Judiciário do Estado”, diz o breve texto.

Internautas que tentaram acessar a página destinada aos documentos relacionados ao projeto de lei, como o texto inicial da proposta e a justificativa que o acompanha, se depararam com uma mensagem de erro: “Projeto de tramitação não encontrado”.

Projeto entrou na pauta de comissão da ALMG antes mesmo de ter o inteiro teor publicado. Foto: ALMG/Site oficial/Reprodução

Quando O Fator consultou o site da Assembleia pela última vez, às 18h37, o inteiro teor do projeto sobre os auxílios ainda não havia sido inserido na página.

A partir das 17h30, entretanto, os navegantes da página do Parlamento puderam colher informações a respeito do projeto por meio de uma matéria jornalística publicada pela assessoria institucional da Casa. 

A matéria, enviada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), tem relação com uma lei de 2018. A ideia é modificar a lógica de pagamento do auxílio-saúde, hoje repassado aos servidores por meio de valores que variam conforme a idade — R$ 200 para funcionários com até 40 anos, R$ 250 para funcionários entre 41 a 50 anos e R$ 300 para acima de 50 anos. Pela nova redação, segundo informou a Casa na matéria jornalística, seriam criadas outras faixas de pagamento, com escalonamento etário mais flexível.

O Fator procurou a assessoria de imprensa da Assembleia para entender porque o inteiro teor do projeto não foi disponibilizado antes de entrar na pauta de uma comissão. A equipe da Casa informou que os documentos não foram importados para o site porque o projeto ainda não foi publicado no Diário do Legislativo.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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