Os bastidores da reunião que definiu a retirada de Dandara da disputa no PT

Seguem na disputa pela presidência estadual a deputada Leninha, o professor Juanito Vieira e o advogado Esdras Juvenal Queiroz
edinho dandara
A disputa judicial não caiu bem no diretório nacional do partido, que passa a ser presidido por Edinho Silva. Foto: Reprodução PT

Ao lado do novo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e do deputado federal Reginaldo Lopes, principal articulador de sua candidatura, a deputada federal Dandara Tonantzin anunciou, na noite dessa quarta-feira (9), que não é mais candidata à presidência do partido em Minas Gerais.

Pelo que apurou O Fator, a decisão de Dandara teve como causa principal o desgaste acumulado junto ao diretório nacional do PT, especialmente com Edinho Silva, em razão da decisão tomada pela deputada de levar para a Justiça as eleições internas da legenda.

O processo de judicialização foi iniciado no último dia 4, após a Comissão Eleitoral do PT indeferir a candidatura de Dandara por causa de uma dívida contraída por ela junto à legenda.

Na primeira tentativa, a juíza Maria de Lourdes Tonucci Cerqueira Oliveira, da 23ª Vara Cível de Belo Horizonte, indeferiu o pedido de tutela provisória de urgência apresentado por Dandara na tentativa de ter garantida sua participação no pleito.

Um dia depois, na véspera das eleições, a deputada conseguiu, na 17ª Vara Cível de Brasília, uma liminar suspendendo os efeitos do indeferimento do registro de sua candidatura, que havia sido barrada sob a alegação de um débito de R$ 132 mil com o partido.

A disputa judicial não caiu bem no diretório nacional e chegou a ser repercutido diretamente com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que demonstrou preocupação com o desgaste de imagem do partido por conta da crise.

A decisão judicial em Brasília fez com que a direção nacional do PT adiasse as eleições da legenda em Minas. O pleito será realizado neste domingo (13).

Sem Dandara na disputa, caberá aos petistas mineiros definir, além do próximo presidente estadual do partido, quem será o segundo colocado na disputa pela presidência nacional da sigla. O posto, muito mais que simbólico, representa uma demonstração de força na estrutura interna do PT. Estão na disputa o paulista Rui Falcão, que, sem os votos de Minas, contabiliza 11,15%, e o mineiro Romênio Pereira, com 11,06%.

Edinho Silva foi eleito em primeiro turno com 73,48% dos votos; Valter Pomar amarga a última colocação, com 4,6%.

Para a presidência do PT mineiro, seguem na disputa a deputada estadual Leninha, o professor Juanito Vieira e o advogado Esdras Juvenal Queiroz.

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