Eleições no PT mineiro acontecerão no próximo dia 13, diz presidente nacional do partido

Segundo Humberto Costa, decisão judicial que anulou liminar determinando a participação de Dandara na disputa é ‘parecer final’
Bandeira do PT
Filiados ao PT mineiro vão escolher presidentes estadual e municipais na semana que vem. Foto: PT/Divulgação

A etapa mineira das eleições internas do PT vai acontecer no próximo domingo (13). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (7) pelo presidente nacional do partido, o senador Humberto Costa (SE), durante entrevista coletiva.

Em todo o país, as eleições do PT aconteceram ontem (6). Em Minas Gerais, entretanto, o pleito foi adiado após uma liminar judicial determinar a participação da deputada federal Dandara Tonantzin na corrida pela presidência estadual da sigla. A medida cautelar que beneficiava a parlamentar, entretanto, acabou suspensa pelo juiz Roberval Casemiro Belinati, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT)

Mesmo com a etapa mineira da disputa ainda não tendo acontecido, o ex-prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, já está matematicamente eleito presidente nacional do partido. Segundo Costa, até o início da noite desta segunda, mais de 342,2 mil votos já foram computados. Edinho, de acordo com o dirigente, conquistou 239,1 mil deles — o que equivale a cerca de 73%.

Ao comentar o imbróglio em Minas Gerais, Humberto Costa afirmou que a decisão do juiz Belinati tem caráter final. 

“Ele (o juiz Belinati) deu parecer final, de modo que não haverá nenhuma mudança em termos de composição das chapas que vão disputar a eleição em Minas”, disse.

Sem Dandara, a disputa pela presidência do PT mineiro terá as participações da vice-presidente da Assembleia Legislativa, a deputada estadual Leninha, o professor de História Juanito Vieira e o advogado Esdras Juvenal.

Dívida partidária motivou impasse

A Executiva nacional do PT indeferiu a candidatura de Dandara por causa de uma dívida de cerca de R$ 131,8 mil. A parlamentar diz ter quitado o débito dentro do prazo para tal; a legenda contesta.

Antes da decisão da cúpula nacional petista de adiar a eleição em Minas, o diretório estadual da agremiação, baseado na liminar favorável à candidatura de Dandara, determinou a impressão de novas cédulas de votação, que passariam a ter a deputada federal como uma das candidatas listadas. A instância federal do PT, entretanto, entendeu que havia “impossibilidade logística” para incluir a parlamentar nos cartões de voto a tempo da abertura das seções.

A direção nacional do PT barrou a participação de Dandara na eleição interna por concluir que o pagamento da dívida aconteceu fora do prazo estipulado pelo partido para tal. Nos autos da ação que culminou na liminar, entretanto, a defesa da parlamentar afirma que ela tentou quitar o passivo antes da data-limite instituída pela sigla. O depósito não teria sido concretizado por causa de um erro bancário.

Conforme Dandara relata na peça inicial da ação, houve a apresentação  do comprovante de pagamento do primeiro boleto referente à dívida, no valor de R$ 6,8 mil, em 27 de maio. Na mesma data, ela teria agendado o pagamento do segundo boleto, de R$ 124,9 mil, para o prazo limite estabelecido pelo regulamento.

O pagamento agendado da segunda parcela, no entanto, não foi efetivado. Ao conceder a liminar, Goellner destacou que, “via de regra, agendamentos não se convertem em pagamento quando, na data agendada, não há saldo suficiente em conta”. 

Entretanto, um e-mail anexado ao processo, enviado por representante da instituição financeira responsável pela conta de Dandara, confirmou que havia saldo suficiente para a quitação do débito na data prevista. O magistrado, então, considerou verossímil a alegação de que o não pagamento decorreu de falha interna do banco.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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