De saída da Educação, Igor Alvarenga articula novo cargo no governo Zema

Servidor de carreira, ele era visto pelo governo de Minas como capaz de dialogar com trabalhadores da Educação e oposição na ALMG
Igor Alvarenga estava à frente da expansão do programa cívico-militar nas escolas. Foto: William Dias/ALMG

O secretário de Estado de Educação, Igor Alvarenga, está em tratativas para assumir uma diretoria na Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemge), presidida pela ex-secretária de Planejamento, Luísa Barreto. Ele estava à frente da Educação desde 2022 e será substituído pelo ex-ministro Rossieli Soares, conforme adiantou O Fator na terça-feira (15).

Pelo que apurou a reportagem, o convite para assumir o cargo na Codemig chegou a ser feito. Porém, ele ainda não teria batido o martelo quanto ao aceite.

Servidor de carreira, Alvarenga era visto pelo governo de Minas como capaz de dialogar com trabalhadores da Educação e deputados de oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Afinal, iniciou a carreira como professor de biologia e, posteriormente, foi diretor escolar.

Alvarenga também exerceu a função de subsecretário de Articulação Educacional entre 2019 e 2022, até que assumiu o posto máximo da pasta com a saída de Julia Sant’Anna.

Novo secretário

Com a demissão de Alvarenga, entra em campo o ex-secretário de Educação do Amazonas, Pará e São Paulo, Rossieli Soares, que foi ministro da Educação no governo de Michel Temer (MDB) e candidato a deputado federal por São Paulo em 2022.

A troca é articulada pelo vice-governador Mateus Simões (Novo), baseada em uma agenda ampla. Ligado ao poder privado e experiente em gestão, Rossieli tem contatos em outros estados e ajudaria a nacionalizar a administração estadual, preparando terreno para 2026.

Cabe lembrar que Simões é pré-candidato ao governo de Minas, quanto Romeu Zema (Novo) tenta cavar espaço na disputa presidencial.

Vestiu a camisa

Nos bastidores, o timing da troca chamou a atenção. À frente da Educação, o servidor de carreira comandava a expansão do programa cívico-militar nas escolas, rechaçado por parte da rede, e chegou a afirmar que “quem tem medo de polícia é bandido”.

A fala foi interpretada como “criminalização das vulnerabilidades” pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUte-MG).

Por outro lado, superintendentes regionais de ensino de Minas Gerais se mobilizaram nessa terça-feira (15) para produzir um abaixo-assinado em defesa da permanência do secretário no cargo.

Demissão

Igor Alvarenga estava em agenda em Juiz de Fora quando foi convocado pelo vice-governador Mateus Simões para uma reunião às pressas no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte. Ele foi comunicado da demissão e, mesmo assim, retornou à cidade na Zona da Mata para finalizar a agenda.

No dia seguinte, foi a Brasília, onde se reuniu com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Manuel Fernando Palacios da Cunha e Melo, para tratar do Censo Escolar de Minas Gerais. Depois, participou de compromissos na sede do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), do qual é vice-presidente. Alvarenga fica no cargo até que o secretário assuma.

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