O Bolsopetismo está destruindo o Brasil, sob aplausos de mineiros

Caberia à sociedade, à imprensa livre e aos eleitores conscientes a vigilância e a cobrança sobre Lula e Bolsonaro
O novo presidente dos EUA, Donald Trump.
O novo presidente dos EUA, Donald Trump. Foto; Joyce N. Boghosian/Casa Branca

O Brasil não está entre a cruz e a espada. Está entre a fraude e a farsa. De um lado, mais um governo lulopetista (o quinto) corroído por escândalos – atuais e históricos -, incapaz de propor qualquer saída real para os problemas sociais e econômicos do país, governando e agindo como se ainda no século XX, com um único propósito e pensamento: reeleição.

Do outro, o bolsonarismo golpista descontrolado que, com requintes de traição, agora opera diretamente contra os interesses nacionais em nome de vinganças e pautas pessoais – e delírios de grandeza messiânica. Ambos parasitam a democracia fingindo defendê-la. E a conta, sob a forma de subdesenvolvimento e cisão social, como sempre, é nossa.

A aliança tácita, exagerada ou não, entre o bufão cor de laranja Donald Trump e o Clã Bolsonaro, é o caso mais recente e escandaloso dessa ruína coletiva. Dudu Bananinha, deputado federal que ainda ocupa uma cadeira paga pelo povo brasileiro, resolveu brincar de assessor informal da Casa Branca e incendiário de uma economia já em frangalhos.

Quanto pior, para eles, melhor

Em vez de defender os exportadores, trabalhadores e empresários nacionais, como jurava fazer, empenhou-se pessoalmente em convencer o governo americano a sobretaxar o Brasil com 50% de tarifa. Quem disse? Ele, ué. E conseguiu. A justificativa? O Brasil estaria perseguindo injustamente o papai Jair. Por quê? Porque, como o próprio confessou em depoimento no STF, tentou dar um golpe de Estado, e agora está sendo julgado por isso.

Ao mesmo tempo, Lula da Silva, a “alma mais honesta desse país”, segundo ele mesmo,  que poderia liderar uma negociação comercial e diplomática em alto nível, prefere surfar na onda e esticar a corda, zombando de Trump e desafiando o lunático americano. O tarifaço, em vez de ser enfrentado com responsabilidade, virou munição para a retórica populista de um presidente preocupado apenas em frear sua decrescente popularidade.

Segundo um estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), o impacto da tarifa dudu-trumpista pode derrubar nosso PIB em até R$ 47 bilhões a curto prazo, e R$ 175 bilhões a longo prazo. O número de empregos perdidos pode ultrapassar 1.3 milhão. A renda das famílias vai encolher. A produção industrial vai minguar. E Minas, que concentra parte relevante da exportação afetada pelas tarifas, será um dos estados mais atingidos.

Traidores da pátria e dos eleitores

Mas, mesmo assim, não são poucos os políticos mineiros ligados ao bolsonarismo que não apenas se calam, como endossam o castigo. É inadmissível. A oposição mantendo-se cúmplice da sabotagem dos Bolsonaros é uma prática demente. E também não dá para aceitar a leniência de certos setores do empresariado local que, como alguns governantes, fingem que o problema é tão somente o governo federal e sua diplomacia antiamericana.

O lulopetismo, por sua vez, usa a crise como biombo ideológico e eleitoreiro. Fala em “injustiça comercial” e “imperialismo”, e até afeta – meu Deus! – patriotismo e diz que “A bandeira verde e amarela é do povo brasileiro”. O governo petista teve todas as chances de montar uma frente de diálogo internacional, mas preferiu se alinhar a regimes autoritários, desprezar a diplomacia profissional e servir de títere da China no âmbito do Brics.

Internamente, o bolsonarismo, por sua vez, que dizia combater a corrupção, se lambuzou nas rachadinhas. Dizia combater o aparelhamento estatal, mas foi o maior beneficiário do orçamento secreto. Prometia moralizar a política, mas acabou abraçado ao Centrão, a ministros amigos do STF e ao golpismo. E se tornou o maior responsável pela ressurreição política de Lula em 2022. E caminha, outra vez, para reeleger Lula em 2026 

Más escolhas, tristes consequências

O Brasil está afundando entre dois polos doentios. A esquerda legítima, que traiu as bandeiras progressistas em nome da cleptocracia e do poder perpétuo. E o bolsonarismo – jamais confundir com a verdadeira direita e os movimentos conservadores e liberais -, que abandonou a ética e se entregou ao culto à personalidade e à sabotagem institucional.

Um lado tenta seduzir pelo ressentimento e pela cisão de classes, prometendo um futuro fictício que jamais entregará – pois nunca o entregou. O outro impõe-se pelo medo do – meu Deus do céu, outra vez! – “comunismo” e pela força bruta nas redes, no parlamento e dentro das famílias e dos círculos sociais, flertando abertamente com a destruição da democracia.

No meio disso tudo, os brasileiros. E a economia – inclusive a mineira. O agronegócio, a mineração, a siderurgia. O país real. Caberia à sociedade, à imprensa livre e aos eleitores conscientes a vigilância e a cobrança sobre Lula, Bolsonaro e seus paus mandados. Mas estão todos mais preocupados em ter razão e culpar o outro lado. Que lugar triste é o Brasil.

Leia também:

Número de alunos de Ensino Médio cai 3% em um ano, mostra censo

Moraes nega pedido de mineira condenada pelos atos de 8/1 para passar férias em Guarapari

Damião troca setor responsável por manutenção da Lagoa da Pampulha

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse