O nome cotado para a tesouraria do PT em Minas Gerais

Com apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, grupo da Tribo tenta consolidar espaço na Executiva estadual
Nas eleições internas do PT, vota-se na presidência e, separadamente, na composição do diretório. Foto: Divulgação / PT

O deputado federal Miguel Ângelo tem tido o nome defendido por aliados para ocupar a Secretaria de Planejamento e Finanças da nova direção do PT mineiro. Como já mostrou O Fator, a posse da nova Executiva, capitaneada pela deputada estadual Leninha, está marcada para o congresso da sigla, nos dias 12 e 13 de setembro.

A Secretaria de Planejamento e Finanças é, na prática, a tesouraria do PT. Miguel Ângelo pertence a uma corrente interna chamada de “Tribo”. À reportagem, ele confirmou a intenção de pleitear o comando do setor financeiro do partido.

“Nosso campo irá reivindicar a prerrogativa de fazer pelo menos o primeiro pedido da Executiva. E, dentro desse grupo, já existe o entendimento de que a tesouraria será a indicação da ‘Tribo’”, disse.

O “grupo” citado por Miguel engloba não apenas a “Tribo”, mas também a tendência liderada pelo deputado federal Reginaldo Lopes. No processo eleitoral da legenda, as duas correntes se aliaram em prol da candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin à presidência estadual — a chapa, entretanto, acabou retirada em meio a um embate judicial sobre uma dívida partidária da parlamentar.

Nas eleições internas do PT, vota-se na presidência e, separadamente, na composição do diretório. Assim, embora Leninha tenha vencido para presidente, os grupos de Miguel e Reginaldo conseguiram ter maioria na nova cúpula petista.

Após as eleições, a formação da Executiva busca refletir o peso proporcional das forças políticas, respeitando os resultados do processo interno.

Outros cargos na estrutura partidária — como a Secretaria-Geral, a Secretaria de Organização e as vice-presidências — também serão preenchidos com indicações de outros grupos.

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