BNDES tem semana decisiva na busca por interessados em precificar estatais mineiras

Banco está na reta final do processo de prospecção de empresas capazes de avaliar companhias oferecidas no âmbito do Propag
A sede do BNDES
BNDES trabalha em etapa importante para a adesão de Minas ao Propag. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está na reta final do processo de prospecção de empresas interessadas em produzir laudos de avaliação das estatais mineiras que podem ser transferidas à União. Enquanto o prazo para a apresentação de ofertas para a confecção dos valuations vence na quarta-feira (20), esta segunda-feira (18) é o último dia para o envio de dúvidas sobre o processo. 

A etapa serve para que as companhias com interesse em participar da concorrência possam, por exemplo, entender como a planilha de preços, necessária para a participação no processo, deverá ser preenchida.  A prospecção de empresas com know-how na produção de laudos de avaliação é chamada de request for information (pedido de informação, em português).

Segundo as regras do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), o BNDES é o ente responsável por avaliar os ativos oferecidos pelos governos locais a fim de abater os débitos. O banco, contudo, vai exercer a prerrogativa de sublicenciar o serviço a empresas privadas.

Para Minas Gerais, são três lotes de consulta ao mercado. Um deles, trata especificamente da Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codemig). Outro, considera a Companhia de Saneamento (Copasa), que apesar de ter sido oferecida pelo estado à União, não deve ser efetivamente envolvida no Propag. O terceiro lote considera a Companhia Energética (Cemig) e a Minas Gerais Parcerias (MGI), que detém 5,97% da estatal de luz e gere bens imobiliários do poder público.

Como O Fator já mostrou, embora tenha lançado a consulta ao mercado, o BNDES só pretende contratar laudos de avaliação para empresas em que houver interesse concreto do governo federal. A ideia do banco é que o exame das estatais dure 90 dias a partir da assinatura do acordo.

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