Em meio a possível privatização, Copasa mexe na diretoria de Operações

Nova ocupante do cargo atuou na estatal de saneamento de Alagoas e ajudou na transferência de serviços ao setor privado
Estação da Copasa
Laura Petri Geraldino assume funções na Copasa em outubro. Foto: Copasa/Divulgação

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) terá uma nova diretora de Operações a partir de outubro. O cargo será ocupado pela engenheira Laura Petri Geraldino, que deixou neste mês a vice-presidência operacional da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Geraldino substituirá Guilherme Frasson Neto, servidor de carreira da estatal mineira.

A troca, comunicada ao mercado financeiro e a investidores na semana passada, ocorre em meio ao processo que pode culminar na privatização da Copasa. O governo mineiro tenta autorização da Assembleia Legislativa (ALMG) para negociar ações da empresa de saneamento junto ao setor privado. O plano é utilizar os recursos no abatimento de parte da dívida pública com a União.

Laura Petri Geraldino tem experiência na transferência, ao setor privado, dos serviços de distribuição hídrica e tratamento de esgoto. Ela participou do processo de repasse, a concessionárias, dos três blocos de saneamento existentes em Alagoas. A engenheira civil também é consultora independente nas áreas de meio ambiente e energia.

Paralelamente ao processo de desestatização da Copasa, o governo de Minas busca aval legislativo para modernizar o estatuto da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado (Arsae) e replicar, na esfera estadual, as mudanças geradas pelo novo marco federal do saneamento.

Follow on na mira

Enquanto busca apoio dos deputados estaduais para avançar na venda de ações da Copasa, o Palácio Tiradentes ainda não bateu o martelo quanto ao caminho que pretende seguir para viabilizar a desestatização.

Um dos modelos na mira é o follow on, utilizado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Para isso, seria preciso viabilizar a oferta de um novo lote de ações na Bolsa de Valores.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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