A secretária que esteve na Assembleia para dar apoio a colegas ouvidos em audiência sobre Operação Rejeito

Dos bastidores, integrante do primeiro escalão de Zema acompanhou encontro organizado pela Comissão de Direitos Humanos
Foto mostra plenário da Assembleia
Secretária e controlador-geral conversaram com deputados sobre a Operação Rejeito. Foto: Alexandre Netto/ALMG

A secretária de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, Alê Portela (PL), bateu ponto na Assembleia Legislativa (ALMG) nessa quinta-feira (25). Deputada estadual licenciada, ela acompanhou dos bastidores a audiência pública que ouviu a secretária Marília Melo (Meio Ambiente) e o controlador-geral Rodrigo Fontenelle, sobre os desdobramentos da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na semana passada.

O Fator apurou que Alê compareceu à Casa a fim de dar apoio aos colegas — especialmente a Marília Melo. A dupla ouvida pelos parlamentares defendeu as investigações sobre supostas fraudes em licenciamentos ambientais e garantiu que o Executivo estadual atua para fortalecer a transparência dos processos que culminam na concessão de autorizações a empreendimentos minerários.

Por causa da Operação Rejeito, quatro servidores ligados a entidades estaduais do Meio Ambiente foram afastados das funções. Ao prestar contas aos parlamentares, Marília disse que os crimes apontados pela PF constituem um problema localizado .

“Quase 2 mil servidores do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) trabalham diuturnamente com esforço e ética, e não podem ser manchados pelo desvio de conduta de poucas pessoas”, pontuou.

A ida de Marília Melo, aliás, alterou a dinâmica da Assembleia Legislativa. Ameaçada pelo ex-deputado João Alberto Lages, preso preventivamente em razão da operação, ela tem sido escoltada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope). Diante disso, houve, a fim de viabilizar a audiência, reforço nos protocolos de segurança do Parlamento.

Os meandros do caso

O esquema de fraudes em licenciamentos envolveria, de acordo com a investigação, o pagamento de propina a servidores da pasta estadual de Meio Ambiente, da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

A PF calcula que os projetos controlados pelo grupo poderiam gerar ganhos ilícitos de aproximadamente R$ 18 bilhões. Os empreendimentos minerários avançavam, diz a corporação, mediante pagamento de propina e manipulação de processos administrativos, incluindo projetos em áreas ambientalmente sensíveis como a Serra do Curral, na Grande Belo Horizonte, e a Serra do Botafogo, em Ouro Preto, na Região Central.

Leia também:

Juiz manda secretários de prefeitura mineira devolverem 13º salário considerado ilegal

Em defesa do interesse dos mineiros de todas as cidades

Por que deputados do PT não mergulharam nas conversas sobre candidatura ao governo de MG

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse