O ministro Edson Fachin assume nesta segunda-feira (29) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), tendo Alexandre de Moraes como vice, em uma cerimônia que deve reunir cerca de 1.000 convidados. Entre os presentes estarão governadores cotados para disputar o Palácio do Planalto em 2026 e que, em diferentes momentos, já criticaram decisões recentes da Corte.
Um deles é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que classificou como “perseguição política” sentenças ligadas a Jair Bolsonaro (PL) e chegou a defender a possibilidade de abertura de processo de impeachment de ministros do STF. O ex-presidente foi condenado pelo tribunal a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O compromisso aparece na agenda oficial de Zema, assim como na dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Já o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), confirmou presença por meio do cerimonial do STF.
Apesar de ter sido convidado, ainda não está confirmada a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele, no entanto, estará em Brasília para visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Nos bastidores, o mundo político (leia-se Centrão e oposição) acompanha com certo alívio a saída de Luís Roberto Barroso e a chegada de Fachin ao comando da Corte. Avalia-se que, por ter um perfil mais discreto, o novo presidente pode contribuir para reduzir as tensões entre o Supremo e os demais Poderes.