Minas Gerais registrou saldo positivo de apenas 1.214 empregos formais em agosto, resultado influenciado pela forte perda de 9.972 postos na agropecuária, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O setor de serviços foi responsável por 7.455 vagas criadas no mês, seguido pelo comércio com 3.335 postos. A indústria mineira contribuiu com 402 empregos, impulsionada pela transformação (1.323 vagas) e pela atividade extrativa (92 vagas).
A construção civil mineira teve desempenho negativo, eliminando 844 postos de trabalho. As perdas se concentraram em obras de infraestrutura (727 vagas) e construção de edifícios (497 vagas).
Na indústria de transformação, os setores que mais geraram empregos foram fabricação de automóveis (448 vagas), máquinas e materiais elétricos (437), produtos alimentícios (429) e máquinas e equipamentos (149).
Estado concentra mais de um quarto dos empregos na mineração
Minas Gerais mantém posição de destaque no setor extrativo nacional, concentrando 26,9% dos empregos formais da mineração no país. O estado possui 5,063 milhões de trabalhadores formais, representando 10,4% do estoque nacional.
No período de janeiro a agosto de 2025, Minas Gerais criou 152.968 empregos formais, contribuindo com 10,2% das 1,5 milhão de vagas geradas no Brasil.
O Brasil criou 147.358 empregos com carteira assinada em agosto, resultado 27,6% abaixo da expectativa de mercado de 203,5 mil vagas. No país, o setor de serviços liderou com 81.002 vagas, seguido pela indústria (36.426) e comércio (32.612). A agropecuária nacional também registrou saldo negativo de 2.665 postos.
Perspectivas
As projeções indicam manutenção da criação de vagas em 2025, mas em ritmo menor que 2024. Mesmo com a taxa Selic a 15% ao ano, o emprego formal tem resistido devido às transferências governamentais que atuam como contrapeso ao aperto monetário.
A taxa de rotatividade nacional ficou em 4,5% em agosto, abaixo do pico de 4,8% registrado em fevereiro.