CDL-BH pede a vereadores que rejeitem o Tarifa Zero

Dias que antecedem a votação vêm sendo marcados por amplas movimentações, dentro e fora da Câmara Municipal
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Semana será de amplo diálogo entre vereadores, empresários e movimentos sociais. Tarifa Zero será votado nesta sexta. Foto: Bernardo Dias/CMBH

Os vereadores da capital mineira receberam, nesta terça-feira (30), um e-mail da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), em que o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, solicita apoio dos parlamentares para barrar o projeto de lei que prevê gratuidade no sistema de ônibus belo-horizontino. O texto será apreciado em plenário na próxima sexta-feira (3).

O presidente da CDL-BH argumenta que “o projeto de lei apresentado requer uma análise mais aprofundada e precisa ser amadurecido”, lê-se em um trecho da mensagem.

Representantes do coletivo que defende o Tarifa Zero foram recebidos por dirigentes da CDL-BH nos últimos meses para apresentar o projeto, mas a proposta não convenceu a direção da entidade.

Os dias que antecedem a votação vêm sendo marcados por amplas movimentações, dentro e fora da Câmara Municipal. Movimentos sociais e entidades sindicais se mobilizam para ocupar as galerias da Casa Legislativa durante a sessão plenária desta sexta.

Já a Prefeitura atua para convencer os vereadores da inviabilidade financeira do projeto. Conforme mostrou O Fator, o prefeito Álvaro Damião (União) tem sinalizado aos parlamentares que a administração municipal estuda elaborar um programa de bilhetes sociais, na tentativa de ampliar o número de pessoas com direito ao passe livre no município.

As bancadas de PT e Psol, por seu turno, trabalham para apresentar ainda nesta semana um texto substitutivo ao projeto original. A ideia é que seja incluída na nova versão da matéria a adoção gradual da gratuidade nos próximos quatro anos.

Em fevereiro, 22 vereadores assinaram o texto original no momento de sua apresentação. Parte destes parlamentares, entretanto, aproximou-se da gestão liderada por Damião nos últimos meses, o que deve dificultar o avanço da matéria na Câmara.

Para ser aprovado, o Tarifa Zero precisará dos votos de pelo menos 28 dos 41 vereadores.

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