Cenibra faz acordo milionário e encerra ações contra mineradoras no Brasil e na Holanda por barragem de Mariana

Empresa de celulose processava a Samarco, BHP e a Vale por ter tido atividades afetadas depois do rompimento de Fundão, em 2015
Vista de área atingida pela tragédia de Mariana
O rompimento da barragem aconteceu em 2015 e provocou a maior tragédia ambiental do país. Foto: Corpo de Bombeiros MG/Divulgação

A fabricante de celulose Cenibra fechou acordo com as mineradoras Samarco, BHP Billiton e Vale para encerrar as ações judiciais contra as empresas no Brasil e na Holanda relacionadas ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em novembro de 2015.

O Fator apurou que acordo totaliza R$ 133 milhões, com a Samarco pagando R$ 19,950 milhões desse valor e BHP Billiton e Vale contribuindo com R$ 56,525 milhões cada uma. Com a assinatura, a Cenibra vai renunciar a todo e qualquer direito que as ações do Brasil e da Holanda se fundam ou que sejam delas decorrentes.

Após o rompimento, a Cenibra ajuizou ação indenizatória no Brasil e posteriormente se tornou parte na ação de atingidos na Justiça da Holanda contra a BHP e a Vale. As mineradoras já haviam sido condenadas pela Justiça brasileira, mas recorreram da decisão, e o processo ainda tramitava em segunda instância.

Suspensão da produção

Quando a barragem de Fundão se rompeu, a Cenibra precisou suspender sua produção de celulose na fábrica de Belo Oriente, na região do Rio Doce. As ações da empresa contra as mineradoras eram baseadas nesse prejuízo operacional.

A barragem é administrada pela Samarco, que é controlada pela BHP e pela Vale. O rompimento da estrutura liberou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, causando a maior tragédia ambiental da história do Brasil.

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