Presidente do PDT em Minas Gerais, o deputado federal Mário Heringer, afirmou que ainda não há definição sobre qual cargo Alexandre Kalil poderá disputar nas eleições de 2026. O ex-prefeito de Belo Horizonte se filia ao partido nesta quarta-feira (15), em Brasília, em ato que contará com a presença de lideranças estaduais e nacionais da sigla.
“Hoje é o ato de filiação do Kalil ao partido, e depois teremos um jantar comemorativo. É claro que o Kalil é uma figura importante no cenário político de Minas Gerais, e todas as possibilidades existem”, disse Heringer a O Fator.
Mas, segundo ele, não há condicionamentos sobre a candidatura do ex-prefeito. “As especulações de que será candidato a governador? Pode ser. Pode ser senador? Pode ser também. Pode ser candidato a deputado? Pode, se ele quiser. É tudo possível. Vai depender do nosso acordo. Não há condicionamento nenhum nessa questão”, afirmou.
Heringer destacou ainda que o PDT pretende manter diálogo aberto com Kalil e construir o projeto político de forma conjunta. “É a filiação de um nome muito importante, com o qual a gente vai continuar trabalhando em todas as possibilidades que tivermos”, concluiu o parlamentar.
A filiação do ex-prefeito ao PDT foi fechada no último mês e articulada pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi. Kalil, que chegou a cogitar se filiar ao Republicanos no ano passado, tem demonstrado interesse em concorrer ao governo de Minas, mas não descarta disputar o Senado.
Ele disputou o governo de Minas em 2022 com o apoio do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas foi derrotado pelo governador Romeu Zema (Novo). Desde então, manteve presença nos bastidores e, em 2024, apoiou a candidatura do deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) à Prefeitura de Belo Horizonte, que terminou em terceiro lugar.
Direitos políticos suspensos
Em agosto, o ex-chefe do Executivo de BH foi condenado à suspensão dos direitos políticos por cinco anos por improbidade administrativa. Ele é acusado de se omitir no cumprimento de ordem que determinava a reabertura de ruas e de uma praça no bairro Mangabeiras III, mantidas fechadas por uma associação de moradores.
A Justiça ainda proibiu o ex-prefeito de contratar com o poder público e o condenou, junto à associação, a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. A decisão, em primeira instância e passível de recurso, aponta que ele ignorou ordem judicial definitiva e recomendações do Ministério Público.