Petrobras obtém licença do Ibama para exploração na Margem Equatorial

Local fica a 530 quilômetros de Macapá, a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa
O processo de licenciamento levou quase cinco anos. Foto: Petrobras

A Petrobras recebeu, nesta segunda-feira (20), a licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-059, em águas profundas do Amapá. O local fica a 530 quilômetros de Macapá, a 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a 175 quilômetros da costa.

A sonda já está posicionada e a perfuração deve começar imediatamente, com duração estimada de cinco meses. O objetivo da operação é obter informações geológicas e avaliar a existência de petróleo e gás em escala econômica. Esta fase não envolve produção.

“A conclusão desse processo, com a efetiva emissão da licença, é uma conquista da sociedade brasileira e revela o compromisso das instituições nacionais com o diálogo e com a viabilização de projetos que possam representar o desenvolvimento do país”, afirmou Magda Chambriard, presidente da Petrobras.

O processo de licenciamento levou quase cinco anos. Durante esse período, a companhia dialogou com governos e órgãos ambientais municipais, estaduais e federais. A Petrobras cumpriu todos os requisitos estabelecidos pelo Ibama. Em agosto, realizou um simulado denominado Avaliação Pré-Operacional (APO), no qual o instituto verificou a capacidade da empresa e a eficácia do plano de resposta à emergência.

Substituição do pré-sal

Segundo um interlocutor ligado à Petrobras, a exploração na Margem Equatorial tem objetivo estratégico para o país. A produção do pré-sal deve começar a declinar entre 2030 e 2033, e a Margem Equatorial seria a substituta dessas reservas. Sem essa alternativa, o Brasil pode se tornar importador de petróleo.

A distância da operação é maior que outras atividades da companhia. Enquanto as sondas no Rio de Janeiro ficam a 120 quilômetros de Copacabana, a operação no Amapá está a 530 quilômetros de Macapá.

A fonte destacou que o petróleo não será substituído no curto prazo. A Petrobras busca combustíveis alternativos como parte da transição energética. A gasolina brasileira contém 30% de álcool, o diesel R10 tem percentual alto de biocombustível, assim como o combustível para navios. A emissão de gases da companhia é menor que a extração de petróleo em outras regiões do mundo, segundo o interlocutor.

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