A articulação que pode retirar sede da Emater da lista de imóveis oferecidos à União

Mudança em pacote de edifícios a serem envolvidos em renegociação da dívida é debatida nos bastidores da Assembleia
A sede da Emater, em BH
Sede da Emater fica na Avenida Raja Gabaglia, em BH. Foto: Emater/Divulgação

O prédio que abriga a Empresa Mineira Técnica de Assistência e Extensão Rural (Emater), em Belo Horizonte, pode ser retirado da lista de imóveis a serem oferecidos à União no âmbito da renegociação da dívida estadual. O Fator apurou que há, na Assembleia Legislativa (ALMG), uma articulação para excluir o edifício da Emater das tratativas. As conversas por isso, contudo, ainda são incipientes.

Pelo que soube a reportagem, a saída da Emater da lista depende, sobremaneira, de um acordo com o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6). A Corte sinalizou o interesse de receber o edifício, localizado na Avenida Raja Gabaglia, para sediar suas atividades.

O prédio da Emater não estava na versão original da relação de imóveis. O local foi inserido no texto no início do mês, a pedido do governo do estado, durante análise do tema na Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia. Ainda conforme a apuração, o relator da proposta na APU, Rodrigo Lopes (União Brasil), é uma das vozes a encampar a necessidade de manter o imóvel na Raja Gabaglia sob a posse da empresa de apoio ao setor rural.

Quem também reivindica que o prédio permaneça com a Emater é Carlos Henrique (Republicanos), que até o ano passado era um dos líderes da base de apoio ao governador Romeu Zema (Novo) no Legislativo.

Sem votação

Inicialmente, havia a expectativa de que a Comissão de Administração Pública votasse nesta quarta-feira (29) o projeto que autoriza o uso dos imóveis nas negociações referentes ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

A avaliação de parlamentares sobre a necessidade de chegar a um consenso quanto à questão da Emater, contudo, adiou a análise do texto para a semana que vem.

Depois, o assunto ainda terá de ser discutido na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária. No plenário, serão dois turnos de votação.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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