O ‘meio termo’ para a manutenção do Estadual Central na lista de imóveis que Zema pode repassar à União

Prédio seguirá no rol de empreendimentos aptos a entrar em renegociação da dívida, mas sob condição especial
O interior do Estadual Central
Colégio Estadual Central pode ser envolvido na renegociação da dívida mineira. Foto: Daniel Protzner/ALMG

A articulação de deputados estaduais de oposição ao governador Romeu Zema (Novo) para retirar o Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, da lista de imóveis envolvidos na renegociação da dívida de Minas Gerais com a União não vingou totalmente, mas rendeu uma espécie de caminho do meio. O prédio continuará na relação, mas não será abrangido pela cláusula que permite a venda a compradores particulares em caso de ausência de interesse do governo federal.

Na prática, a posse do Estadual Central só deixará de ser do poder público mineiro se houver disposição da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ficar com o prédio no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Para os outros terrenos na lista, o governo estadual poderá promover leilões caso o governo federal recuse o recebimento dos locais como forma de abatimento da dívida. Se a primeira licitação terminar em deserto, o Palácio Tiradentes estará autorizado a abrir um segundo certame, concedendo desconto de até 25% sobre o valor original, a ser definido a partir de um laudo de avaliação.

A nova regra para a federalização do Estadual Central foi aprovada nesta terça-feira (4) pela Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 

Agora, a lista de imóveis, bem como o projeto de lei que autoriza a transferência dos espaços à União, será analisada pela Comissão de Fiscalização Financeira Orçamentária (FFO) da Casa. Posteriormente, ocorrerão dois turnos de votação em plenário.

O que mais saiu?

A articulação para a retirada do Estadual Central da chamada lista do Propag era liderada por Beatriz Cerqueira (PT). Apesar de não ter conseguido a exclusão total do imóvel do projeto, a deputada emplacou emendas apartando da relação de localidades aptas para a negociação o Parque das Águas de Caxambu e o Palace Cassino e Hotel de Poços de Caldas, ambos no Sul do estado.

O Hospital Regional de Divinópolis, no Centro-Oeste, e o edifício-sede da Empresa Mineira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), também saíram, bem como o Termas Antônio Carlos, na já citada Poços de Caldas.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

Impeachment em Valadares: reunião ‘secreta’ de prefeito com vereadores tumultua processo às vésperas de votação

Oferta para a privatização da Copasa pode ser lançada nesta semana, dizem fontes

Por que encontro entre Damião e Simões no Mineirão acendeu alerta no bolsonarismo

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse