A mineira Gleide Andrade, secretária nacional de Planejamento e Finanças do PT, ampliou seu espaço na estrutura interna da sigla e passou a operar em duas frentes decisivas para 2026. Além de controlar o caixa partidário, ela vai assumir também a articulação do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) em Minas Gerais, responsável pela montagem das chapas proporcionais, pela indicação ao Senado e pela organização do palanque estadual da reeleição de Lula (PT).
A mudança reforça a presença da dirigente no centro do tabuleiro petista. O trabalho do GTE será acompanhado por outro mineiro, o secretário nacional de Relações Institucionais, Romênio Pereira. A criação do grupo ocorreu na quarta-feira (6), sob comando do presidente nacional do PT, Edinho Silva, com coordenação do deputado José Guimarães (PT-CE).
O fortalecimento de Gleide chega na esteira da disputa acirrada do Processo de Eleição Direta (PED), que expôs tensões internas no partido, tanto em Brasília quanto em Minas. Mesmo nesse ambiente, ela se manteve como liderança interna da Construindo um Novo Brasil (CNB), maior corrente do PT e que reúne nomes como como o da ministra-chefe da secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann (PR), os deputados federais José Guimarães (CE) e Jilmar Tatto (SP) e pelo prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá.
Nos bastidores, Edinho tentou emplacar um nome próprio para a tesouraria, contando inclusive com respaldo do presidente Lula. A CNB, porém, atuou para segurar a mineira no posto que ocupou durante a gestão de Gleisi Hoffmann. O movimento funcionou: Gleide permaneceu e ainda ganhou novas atribuições.
Em Minas, ela reforçou sua influência ao apoiar a candidatura da deputada Leninha Andrade na disputa pela presidência estadual do PT. A vitória de Leninha, enfrentando quatro adversários, consolidou seu espaço político no estado.
