Os votos dos deputados estaduais Bruno Engler (PL) e Mauro Tramonte (Republicanos) na sessão que autorizou a dispensa de referendo popular para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) provocaram polêmica na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Segundo apuração de O Fator, o voto decisivo que garantiu a vitória apertada da base aliada ao governador Romeu Zema (Novo), dado por Engler, quase não foi computado por um erro de timing do parlamentar.
Engler precisou declarar seu voto pelo microfone — e não pelos terminais biométricos instalados no plenário — porque acompanhava a sessão de seu gabinete, pela transmissão da TV Assembleia, e correu até o plenário quando percebeu que a votação estava sendo concluída.
Ele teria relatado aos colegas no plenário que precisou ir até o gabinete e o atraso ocorreu porque se esqueceu que havia um pequeno atraso (delay) da transmissão ao vivo.
Na contagem inicial, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a exigência de referendo somava 47 votos favoráveis, um a menos que o mínimo necessário. A aprovação só aconteceu após a manifestação oral de Engler.
O voto só foi computado após parlamentares conferirem as imagens do momento em que o parlamentar chega ao plenário. A gravação comprovou que ele pisou no espaço mais nobre do Legislativo antes da votação da PEC terminar, o que lhe deu o direito de se manifestar pelo microfone.
Retratação
Já Mauro Tramonte, posteriormente ao voto contrário à PEC em 2° turno, chegou a sinalizar a colegas que se equivocou.
No 1° turno, Tramonte votou favoravelmente ao fim do referendo.
Na eleição do ano passado, o apresentador da RecordTV concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) com o apoio de Zema. A candidata a vice da chapa foi a atual presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Luísa Barreto, indicada pelo Novo.
