A indefinição do senador Rodrigo Pacheco (PSD) sobre disputar ou não o governo de Minas em 2026 levou o marqueteiro Paulo Vasconcelos a acertar sua entrada em outro pré-candidato – mas esse, ao Planalto
Vasconcelos acertou e vai atuar na comunicação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidato a presidente da República. Ele assina nessa segunda-feira (17) o contrato com o partido.
O marqueteiro aguardava a posição de Pacheco, considerado por ele um “cliente preferencial”. O senador segue sem anunciar se entrará na disputa pelo Palácio Tiradentes e, paralelamente, articula sua indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Lula, por sua vez, tenta convencê-lo a concorrer ao governo mineiro para fortalecer seu palanque no estado.
Com 35 anos de carreira, Paulo Vasconcelos começou trabalhando na pré-campanha de Fernando Collor à Presidência da República, em 1989, e, ao longo do tempo, prestou serviços para nomes como Hélio Garcia (MDB), Marcio Lacerda (PSB), Marília Campos (PT) e do ex-prefeito Fuad Noman (PSD).
Ele também foi o marqueteiro de Aécio em 2014 e do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) em 2018, quando ambos disputaram a Presidência.
A escolha por Caiado
Antes de fechar com Caiado, Vasconcelos manteve conversas com outros nomes colocados para 2026, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo interlocutores próximos ao marqueteiro, a leitura que orientou a decisão é a de que a disputa deve se concentrar no eleitorado do centro nas próximas eleições.
De acordo com esses relatos, candidatos associados à extrema-direita enfrentariam dificuldades para se desvincular desse rótulo perante os adversários – situação atribuída, no caso de Tarcísio, à sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Assim, na avaliação de Vasconcelos, Caiado leva vantagem sobre os demais presidenciáveis por ser historicamente identificado com a direita e por encerrar seu segundo mandato com um conjunto expressivo de entregas a apresentar. Além disso, sua trajetória política, que inclui cinco mandatos como deputado federal e uma passagem pelo Senado, reforçaria o argumento de experiência.
