O contrato entre a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e o BTG Pactual para a prestação de apoio à empresa estadual no processo de desestatização tem duração prevista de um ano. Já os acordos com a consultoria Ernst & Young e com o escritório de advocacia Stocche Forbes têm, a princípio, validade de seis meses.
Ao BTG, caberá ceder os serviços de profissionais especializados em assessoria financeira. Os funcionários designados pelo banco vão ajudar a Copasa a estruturar, coordenar e intermediar o eventual processo de privatização.
Apesar da duração prevista do contrato, o governo de Minas Gerais deseja concluir o processo de venda de ações da estatal até abril. Como O Fator já mostrou, o plano é encerrar as tratativas antes da desincompatibilização de Romeu Zema (Novo), que deixará o cargo de governador para cumprir a legislação eleitoral e tocar a pré-candidatura à Presidência da República.
As diretrizes da privatização só serão definidas após a Assembleia Legislativa (ALMG) aprovar, em dois turnos, o projeto de lei que autoriza a negociação da Copasa. O texto aguarda votação na Comissão de Administração Pública (APU) da Casa.
Apesar da ideia de esperar a tramitação legislativa, o governo Zema já estuda os modelos que poderá seguir para negociar os títulos da empresa de saneamento. Uma das hipóteses à mesa gira em torno da adoção de um modelo misto, baseado em duas operações paralelas.
A possibilidade contempla a venda de um bloco relevante de papéis para um parceiro de referência e, ao mesmo tempo, a oferta de outra leva de ações na Bolsa de Valores, por meio do follow on — mesmo tipo de operação realizada pela Sabesp, a estatal de águas paulista, em 2023.
Chancela do conselho de administração
A contratação da tríade formada por BTG, Stocche Forbs e E&Y recebeu sinal verde do conselho de administração da Copasa em 12 de novembro.
Os acordos foram pedidos pelo governo do estado, acionista controlador da empresa, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dispensa a realização de referendo popular para a privatização.
