O telefonema que Messias precisará fazer em sua campanha por votos no Senado

O advogado-geral da União foi indicado pelo presidente Lula, na última semana, para ocupar uma vaga no Supremo
Jorge Messias
Jorge Messias precisará de 41 votos no plenário do Senado para conseguir ser o novo ministro do STF. Foto: André de Souza/AscomAGU

O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado na última semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não telefonou para o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em busca do voto pela aprovação de seu nome no Senado.

O parlamentar era o principal concorrente interno à indicação para o STF. Após ser escolhido na quinta-feira (21), Messias iniciou sua estratégia de aproximação política. Abriu conversas reservadas com parlamentares governistas e líderes partidários. Além disso, ele se prepara para iniciar uma romaria pelos gabinetes do Senado.

A etapa é considerada essencial para garantir votos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário, onde Messias precisa de pelo menos 41 votos para ter o nome aprovado. Na CCJ, onde será sabatinado, ele deve enfrentar um processo de desgaste conduzido por senadores oposicionistas.

As votações são secretas e a movimentação ocorre enquanto avança a articulação liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que era o principal defensor da indicação de Pacheco para o Supremo. O senador por Minas é, inclusive, membro titular da CCJ.

Segundo a colunista Daniela Lima, do UOL, Alcolumbre já começou a telefonar aliados para pedir votos contra Messias, numa tentativa de medir forças com o Palácio do Planalto e demonstrar a insatisfação de parte do Senado com a escolha de Lula.

Nos bastidores, aliados do advogado-geral minimizam o cenário. Avaliam que o desgaste inicial pode ser revertido com conversas diretas, sinalizações de independência em relação ao governo e diálogo com integrantes do Centrão.

Nesta segunda-feira (24), Messias tentou acalmar o ambiente político ao divulgar uma carta pública dirigida a Alcolumbre. No texto, afirmou sentir-se “no dever” de se dirigir ao presidente do Senado após a indicação de Lula.

Além de indicar que irá fazer uma “romaria” pelo Senado, ele fez ainda uma série de elogios ao amapaense destacando seu papel como líder político e a relação construída entre ambos durante o período em que trabalhou na Casa.

“Assim, pude desenvolver uma relação saudável, franca e amigável com o presidente Davi, por quem tenho grande admiração e apreço. Acredito que, juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo e encontrar soluções institucionais que promovam a valorização da política, por intermédio dos melhores princípios da institucionalidade democrática”, escreveu.

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