Com lance de R$ 89,9 milhões, a Totvs venceu licitação aberta pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) para a aquisição de um software voltado à informatização dos processos produtivos e administrativos da entidade. Pelo que apurou O Fator, o contrato entre a empresa e a fundação ligada ao governo de Minas Gerais será assinado ainda neste mês.
Atualmente, os processos ligados à gestão da Funed são independentes entre si e acontecem por meio de planilhas. A fundação mineira é a única entre os laboratórios nacionais, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan e o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe), a não possuir um software de integração administrativa.
Depois que o contrato com a Totvs for celebrado, começarão as etapas de implantação do software. A previsão é que o sistema seja completamente instalado em até dois anos. O programa será disponibilizado em nuvem.
A Totvs liberará um software empresarial chamado de Enterprise Resource Planning e conhecido pela sigla ERP. Segundo o edital, a fornecedora terá a missão de zelar pela manutenção do programa, enquanto à Funed caberá a gestão de dados.
“Os processos da Funed são manuais, desconexos e realizados em planilhas. Precisamos ter maior rastreabilidade, segurança dos medicamentos e de dados no alinhamento às regulamentações da Anvisa e da ISO 9001”, diz o presidente da entidade, Felipe Attiê.
Antes de abrir a concorrência, a Funed chegou a orçar os custos de um software do tipo. À ocasião, a entidade recebeu, de empresas do setor, preço médio de R$ 109 milhões.
Na semana passada, a Funed concluiu o primeiro lote de soros desde a paralisação da produção dos compostos, em 2016. Os frascos, destinados ao combate dos efeitos do veneno de serpentes do gênero Bothrops, como as jararacas, serão encaminhados ao Ministério da Saúde.
