Banco suíço reduz posição na Cemig

Movimento, ocorrido por meio de derivativos, tomou forma nessa quarta-feira (14)
Linha de transmissão da Cemig
UBS agora tem posição de 9,6% na Cemig. Foto: Cemig/Divulgação

O banco suíço UBS reduziu, para 9,6%, a participação relevante em instrumentos financeiros ligados às ações preferenciais da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O movimento consta em fato relevante divulgado pela companhia após o fechamento do pregão de quarta-feira (14).

O UBS é o proprietário do Credit Suisse, que também atua no país europeu. Segundo interlocutores do mercado financeiro informaram a O Fator, apesar da redução, é impossível mensurar a participação anterior do UBS na energética.

A queda para 9,6% significa que a instituição diminuiu a exposição econômica às ações preferenciais da estatal mineira por meio de derivativos, e não pela venda direta de papéis em bolsa. Após o ajuste, o UBS passou a deter contratos com liquidação financeira equivalentes a 182.867.928 ações preferenciais da Cemig.

Derivativos são contratos cujo valor acompanha o desempenho das ações. Eles permitem ao investidor ganhar ou perder conforme a variação do preço dos papéis, sem que seja necessário tê-los na carteira.

No comunicado enviado à Cemig, o UBS afirmou que as movimentações não têm como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia Ainda conforme o fato relevante, o banco não participa de acordos relacionados ao exercício de direito de voto ou à compra e venda de valores mobiliários da estatal.

“As movimentações realizadas não objetivam alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia”, diz o texto.

Com a redução para 9,6%, a posição do UBS ficou abaixo do patamar de 10% que caracteriza uma participação relevante segundo as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ou seja, o banco deixa de estar sujeito às comunicações obrigatórias que se aplicam a participações acima desse nível.

Sem relação com ações emprestadas

Apesar da ligação entre UBS e Credit Suisse, o fato de a negociação envolver derivativos afasta relação entre os títulos vendidos e as ações da Cemig que, desde 2012, estão sob posse do Credit Suisse.

O banco possui cerca de 5% da estatal por causa de um empréstimo feito pelo Executivo estadual na gestão de Antonio Anastasia (PSDB). Os papéis, originalmente pertencentes à Minas Gerais Participações S/A (MGI), foram dados como garantia da operação financeira.

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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