A Usiminas voltou ao lucro no quarto trimestre de 2025, com resultado positivo de R$ 129 milhões. No mesmo período de 2024, a companhia havia registrado prejuízo de R$ 117 milhões. Apesar da retomada no último trimestre, o balanço anual ainda mostra um cenário de forte pressão financeira para a siderúrgica.
Os números foram divulgados ao mercado na manhã desta sexta-feira (13).
No acumulado de 2025, a empresa encerrou o ano com prejuízo líquido de R$ 2,9 bilhões, após ter fechado 2024 praticamente estável, com lucro de cerca de R$ 3 milhões.
Receita cresce
A receita líquida total da Usiminas somou R$ 26,3 bilhões em 2025, alta de 2% em relação aos R$ 25,9 bilhões de 2024. O avanço veio principalmente da área de mineração, que teve crescimento de vendas e ajudou a sustentar o faturamento.
A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda ajustado, atingiu R$ 2 bilhões no ano, aumento de 24% frente aos R$ 1,6 bilhão de 2024.
Aço chinês pressiona
O cenário da siderurgia segue fortemente afetado pelo avanço das importações, especialmente da China. Dados do Instituto Aço Brasil mostram que o Brasil importou 6,4 milhões de toneladas de aço em 2025, o maior volume dos últimos 15 anos.
Desse total, 5,7 milhões de toneladas foram de produtos laminados, um salto de 20,5% em relação ao ano anterior. Hoje, a entrada desses produtos é quase 200% superior à média registrada entre 2000 e 2019, quando o país importava cerca de 2,2 milhões de toneladas por ano.
Esse movimento explica por que, mesmo com aumento da demanda interna por aços planos de 4% em 2025, segundo o Aço Brasil, as vendas das siderúrgicas nacionais recuaram 0,4%. Praticamente todo o crescimento do consumo foi atendido por aço importado, que subiu 30,1% no período.
Exportações sustentam vendas
A Usiminas produziu 3,1 milhões de toneladas de aço bruto em 2025, queda de 3% frente às 3,19 milhões de toneladas de 2024. Quase 70% da mineração da empresa atendeu ao mercado externo. Já a produção de laminados alcançou 4,4 milhões de toneladas, crescimento de 1% no ano, o segundo maior volume desde 2015.
As vendas totais de aço somaram 4,36 milhões de toneladas, aumento de 2% em relação ao ano anterior. O mercado interno permaneceu praticamente estável, com 3,9 milhões de toneladas, enquanto as exportações cresceram 28%, evitando uma retração maior no volume total comercializado.