Itaú BBA vê interesse de investidores relevantes em debates sobre privatização da Copasa

Futuro da estatal mineira foi um dos temas de série de reuniões realizadas pelo banco no Rio, nos EUA e no Canadá
Barramento da Copasa
Governo do estado mira acordo com investidor de referência e manutenção de 5% da Copasa. Foto: Copasa/Divulgação

O Itaú BBA, braço de investimentos do Itaú, vê interesse significativos de grandes alocadores de capital no processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O futuro da estatal foi um dos temas que mais despertou a atenção de investidores durante uma série de reuniões promovidas pelo banco entre o fim de janeiro e o início deste mês na cidade do Rio de Janeiro (RJ), nos Estados Unidos da América (EUA) e no Canadá.

Além do setor de saneamento, o ramo energético também teve destaque. A Companhia Paranaense de Energia (Copel), privatizada em 2023, é uma das empresas que levantam interesse.

“Tanto nas reuniões locais quanto nas internacionais, Axia, Eneva e as empresas de saneamento foram as empresas mais frequentemente discutidas com nossos clientes. Pela primeira vez, também observamos interesse de alocadores de capital significativos em discutir a Copasa. Talvez a mudança mais notável que observamos tenha sido a demanda de investidores estrangeiros para debater a Equatorial e a Copel, com foco em potenciais cenários de fusões e aquisições no segmento de distribuição”, apontaram os analistas Luiza Candiota, Filipe Andrade e Victor Cunha, ao relatar o clima das sessões.

A ampliação do interesse de investidores nos rumos que a Copasa tomará está relacionada à apresentação, por parte do governador Romeu Zema (Novo), da modelagem de privatização da empresa. O desenho, que será analisado em assembleia de acionistas marcada para a segunda-feira (23), abre a possibilidade de acordo com um parceiro de referência, que receberia um bloco relevante de ações.

Como O Fator mostrou, interlocutores do Executivo estadual consideram improvável um cenário sem a assinatura de convênio com um parceiro de referência. Se houver sucesso nessa busca, o estado manterá 5% de seus atuais 50,03%. Mesmo com uma porção minoritária, o plano do Palácio Tiradentes é lançar mão da conversão de uma ação minoritária em ação preferencial, a chamada golden share, que garante direito a veto em decisões estatégicas.

A expectativa da equipe de Zema é arrecadar ao menos R$ 4 bilhões com a negociação de parte dos títulos. O dinheiro entrará diretamente no caixa do estado, já que houve opção pela realização da chamada oferta secundária.

Ainda conforme o Itaú BBA, o preço-alvo das ações da Copasa segue em R$ 55.90;

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