O aval da assembleia de acionistas da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) à proposta de privatização apresentada pelo governo do estado, dono da fatia majoritária da empresa, faz com que potenciais interessados na compra de títulos aguardem, agora, a publicação do edital com as regras para o processo de venda. O Fator apurou que o documento deve se tornar público em meados de março.
Juntamente com o edital, a Copasa terá de divulgar um material com informações gerais da empresa, batizado de prospecto.
O edital terá as diretrizes contidas no desenho de privatização aprovado pela assembleia. O modelo, encaminhado pelo governador Romeu Zema (Novo) à empresa em janeiro, prevê a realização de uma oferta secundária de ações.
Assim, o Executivo estadual, vendedor dos papéis que vão compor a negociação, poderá transferir o dinheiro recebido diretamente para os cofres públicos. A ideia é aportar os recursos no cumprimento dos investimentos exigidos como contrapartida à adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
O processo de coordenação de potenciais ofertas de ações será conduzido por cinco bancos, escolhidos pelo governo de Minas na condição de majoritário. Esta etapa terá as participações de BTG Pactual (coordenador líder), Itaú, Bank of America, Citigroup e UBS BB.
Governo Zema busca investidor de referência
O plano A do governo mineiro é conseguir um investidor de referência capaz de adquirir uma porção considerável das ações disponibilizadas. Assim, o estado manteria 5% de sua participação.
Embora a hipótese que contempla um parceiro estratégico seja tida como a mais provável por interlocutores a par do processo de privatização, Zema estabeleceu, como alternativa, a possibilidade de alienação de todas as ações do poder público mineiro até o limite necessário para a manutenção de uma ação preferencial, a chamada golden share, que dará ao estado poder de veto em decisões estratégicas.
