Pré-candidato do PP mineiro ao Senado Federal, Marcelo Aro descarta a possibilidade de dividir o palanque com o senador Carlos Viana, que deseja concorrer à reeleição pelo PSD, partido do governador Mateus Simões. Embora tenha a intenção de apoiar o chefe do Executivo estadual, Aro afirmou que o ingresso de Viana nos quadros pessedistas criou uma espécie de problema.
“Não estarei junto com Viana. Não acredito na política do Viana. Acho que Viana foi uma decepção para Minas Gerais. O povo mineiro confiou — e eu votei em Viana em 2018”, disse, em entrevista publicada nesta terça-feira (1°) pelo jornal O Tempo.
Aro e Viana foram correligionários no extinto PHS, legenda que abrigou o senador na vitória de oito anos atrás. Segundo o ex-secretário de Estado de Governo, a atuação do parlamentar na Câmara Alta do Congresso Nacional foi tímida.
“Viana ficou apagado no Senado Federal e ressuscitou agora, com a CPMI do INSS. Mas no que deu a CPMI? Pizza. O relatório não foi votado”, alfinetou.
O senador, por outro lado, sustenta que estará na nominata majoritária que o PSD de Minas apresentará. De acordo com ele, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, lhe deu garantias de que terá espaço na chapa.
Momento de incerteza
O PP de Aro forma uma federação com o União Brasil. A coalizão ainda não decidiu os rumos que tomará na disputa em Minas. O ex-secretário trabalha para que o grupo embarque na coligação do PSD. No entendimento dele, a maioria da federação quer seguir com os pessedistas.
“Não consigo enxergar um cenário onde não estejamos juntos. Qual a intenção de PP e União? Eleger senador. A intenção do PSD (é) eleger governador. Então, que o PSD concentre na campanha de governador; nós vamos concentrar na campanha ao Senado. Vamos fazer essa junção de forças. Vamos emprestar nosso tempo de televisão para ajudar Mateus, e queremos que Mateus empreste o tempo de televisão dele, do PSD, para ajudar em nossa campanha majoritária para o Senado”, analisou.