Aliados do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) admitem que, caso ele seja eleito governador de Minas Gerais, nomes como Vittorio Medioli (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) podem ser convidados a participar da administração. A avaliação, segundo interlocutores, é de que os dois têm boa relação com o senador e poderiam ser considerados na montagem de uma futura equipe.
Embora essa seja a avaliação entre aliados, a campanha considera precoce qualquer discussão sobre composição de governo ou definição de cargos. Segundo o grupo de Cleitinho, não há negociação em andamento e qualquer definição nesse sentido só poderia ocorrer após o resultado das urnas.
A conversa ganhou espaço depois que Marcelo Aro (PP), candidato ao Senado Federal, foi afastado da construção conjunta com Cleitinho. Segundo a campanha, a decisão não partiu de uma escolha política do senador, mas das regras da coligação.
PP e União Brasil, partidos que formam a federação que abriga Aro, estão coligados com Mateus Simões (PSD). Por orientação jurídica, segundo aliados de Cleitinho, o senador não poderia assumir compromisso com um candidato ao Senado de uma federação adversária.
É nesse cenário que Vittorio passou a ganhar espaço nas conversas. O ex-prefeito de Betim chegou a ser cotado como pré-candidato do PL ao governo de Minas, mas ficou fora da disputa depois que o partido escolheu Flávio Roscoe. Medioli também mantém uma relação de antagonismo político com Aro.
Antes da atual eleição, Medioli criticou uma possível aproximação do PL com Aro e classificou uma eventual aliança como “surreal”, citando a proximidade do deputado com Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões.
Gabriel, por sua vez, mantém uma relação próxima com Cleitinho. Durante um debate, o senador chegou a chamar o candidato do MDB de “irmão”. Gabriel, no entanto, segue na disputa pelo Palácio Tiradentes.