Nove dos 16 candidatos ao Senado por Minas não atingiram 1% dos votos

Pelotão com desempenho residual teve, somado, cerca de 23,5% do eleitorado de Aécio Neves, o sétimo colocado
O plenário do Senado Federal
Dezesseis candidatos miraram o Senado por Minas. Foto: Marcos Oliveira

Nove dos 16 candidatos às vagas de Minas Gerais no Senado Federal em jogo neste ano terminaram a disputa sem conseguir sequer 1% dos votos válidos. A constatação pôde ser apontada nas primeiras horas desta segunda-feira (5), após a totalização de urnas residuais no interior do estado.

O páreo, marcado por uma profusão de concorrentes, foi vencido por Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT), donos de 24,21% e 19,44% da preferência do eleitorado, respectivamente. O fato de dois assentos estarem em disputa, aliás, contribuiu para o alto número de participantes — alguns deles foram oficializados pelas siglas de última hora.

Ficaram abaixo de 1%, em ordem decrescente de desempenho:

  • Manoel Carvalho (MDB): 0,21%;
  • Arcanjo Pimenta (MDB): 0,2%;
  • Carlin Moura (Avante): 0,17%;
  • Ana Luiza do MLB (Unidade Popular): 0,13%;
  • Victória Melo Vic (PSTU): 0,08%;
  • Juiz Ramon Moreira (DC): 0,07%;
  • Fidélis Alcântara (Unidade Popular): 0,04%;
  • Jordano Metalúrgico (PSTU): 0,04%;
  • Tião Pessoa (PCO): 0,02% – votos sub judice.

Juntos, os componentes desse pelotão conseguiram o apoio de 197.372 cidadãos. A soma representa aproximadamente 23,5% dos 836.595 votos obtidos por Aécio Neves (PSDB), sétimo colocado na classificação final.

Entre os candidatos que iniciaram a corrida ao Senado perto do limite para a apresentação de chapas está Carlin Moura. O ex-prefeito de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foi nomeado representante do Avante em 6 de agosto, já depois do prazo destinado às convenções partidárias, na esteira da costura que permitiu aos partidos da coligação do governador Mateus Simões (PSD) a apresentação de candidaturas avulsas.

Os emedebistas Manoel Carvalho e Arcanjo Pimenta, por sua vez, entraram em campo para ajudar a formar a chapa puro-sangue do MDB, que apontou Gabriel Azevedo como opção no páreo pelo Palácio Tiradentes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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