Vale, BHP e Samarco receberam, nesta quarta-feira (19), a confirmação da adesão de 20 municípios que ainda não haviam aderido ao Acordo de Mariana, incluindo a cidade onde a tragédia aconteceu em 2015. O Fator apurou que apenas Ouro Preto e Colatina (ES) resolveram ficar de fora do tratado, enquanto Resplendor ainda negocia os termos.
Para atrair os municípios, a Samarco ofereceu no início do mês uma proposta de investimentos na infraestrutura das cidades. Na ocasião, a mineradora se comprometeu a investir valores iguais a 35% daqueles estabelecidos no Acordo de Mariana – com exceção dos municípios de Mariana, Ouro Preto e Governador Valadares, aos quais foram oferecidos valores idênticos aos do Acordo.
A adesão dos municípios ao tratado, que ainda precisa ser homologada na Justiça, está condicionada ao abandono das ações sobre o tema na Justiça Inglesa. A proposta entregue aos municípios prevê que a primeira parcela dos investimentos só será paga após a confirmação da retirada.
Com isso, o escritório inglês Pogust Goodhead perde quase todos os seus clientes na Justiça do Reino Unido, o que pode encerrar uma disputa antiga entre os advogados britânicos e as mineradoras.
Ao todo, o Acordo de Mariana prevê um repasse de R$ 6,1 bilhões aos municípios atingidos. Com a aceitação da proposta da Samarco pelas 20 cidades, outros R$ 3,2 bilhões serão repassados, sendo R$ 1,2 bi apenas para Mariana.