Como a ‘questão Aécio’ interferiu na estratégia eleitoral do PDT ao Senado

Tucanos e pedetistas aguardam pelo ‘sim’ do ex-governador nos próximos dias
Marcelo e Mário Heringer posam para foto
Marcelo é irmão de Mário Heringer, presidente do PDT Mineiro. Foto: Mário Heringer/Site Oficial/Divulgação

As articulações que podem resultar na candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Senado terão interferência nos primeiros programas eleitorais de Marcelo Heringer, postulante do PDT a uma cadeira na Câmara Alta do Congresso Nacional e irmão do presidente estadual do partido, deputado federal Mário Heringer.

O Fator apurou que, diante da possibilidade de deixar a disputa nos próximos dias, o médico gravou inserções abordando temas mais amplos, como a dívida de Minas junto à União e a exploração das terras raras no estado. O horário eleitoral começa a ir ao ar nas cadeias de TV e rádio nesta sexta-feira (28).

Como mostrou a reportagem, lideranças pedetistas e tucanas atuam nos bastidores para convencer o presidente nacional do PSDB a tentar um novo mandato no Senado Federal.

Caso Aécio aceite o convite, ao menos um dos candidatos ao Senado da aliança PDT-PSDB teria de renunciar. O outro nome do grupo é o tucano Gustavo Galassi. Há, ainda, a possibilidade de Galassi e Marcelo renunciarem juntos em favor do presidente do PSDB.

A legislação eleitoral prevê que substituições nas chapas podem ocorrer até vinte dias antes das eleições. A expectativa, no entanto, é de que Aécio se manifeste oficialmente sobre sua participação no pleito ainda nesta semana.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

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