A articulação que tenta antecipar a posse dos suplentes de ‘deputados prefeitos’ em Minas

Três parlamentares vão assumir prefeituras em janeiro, o que deve atrasar trabalhos dos ‘substitutos’
Até aqui, pelo que a reportagem soube, nenhum dos deputados topou a antecipação de suas saídas da Casa. Foto: Foto: Daniel Protzner/ALMG
Até aqui, pelo que a reportagem soube, nenhum dos deputados topou a antecipação de suas saídas da Casa. Foto: Foto: Daniel Protzner/ALMG

Uma articulação liderada por suplentes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) tenta convencer os três deputados estaduais que foram eleitos como prefeitos de suas cidades a renunciarem o mandato ainda em dezembro, antes da posse nas prefeituras.

Pelo que O Fator apurou, a tentativa é para evitar que os três suplentes dos eleitos – Lincoln Drumond (PL), Carol Caram (Avante) e Adalclever Lopes (PSD) – só consigam ser empossados em fevereiro, perdendo, assim, um mês para organizar seus gabinetes. Uma regra do regimento interno da ALMG proíbe a utilização de recursos de verbas de gabinete e eventos nos meses de recesso, como é janeiro.

Neste cenário, se os “deputados-prefeitos-eleitos” só renunciarem em janeiro, com a posse nas prefeituras no dia 1º, seus suplentes só conseguiriam ocupar a cadeira na ALMG a partir do dia 3 de fevereiro.

Os eleitos que deixarão a ALMG em 2025 são: Coronel Sandro, do PL, eleito em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce; Fábio Avelar (Avante) eleito em Nova Serrana, no Centro-Oeste mineiro; e Douglas Melo, do PSD, eleito em Sete Lagoas, na Região Central.

Até aqui, pelo que a reportagem soube, nenhum dos deputados topou a antecipação de suas saídas da Casa. Há uma expectativa, no entanto, que as conversas “mudem de rota” a partir da votação do Orçamento estadual para 2025, previsto para ir a plenário na próxima semana.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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