A equação cogitada por Silveira para permanecer no PSD

Correligionários de Gilberto Kassab acumulam divergências sobre papel da legenda na corrida presidencial
alexandre silveira
Prazo para filiação de pré-candidatos e desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos termina no começo de abril. Foto Tauan Alencar/MME

Cortejado por partidos próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, avalia permanecer no PSD.

O Fator apurou que Lula avalia convidar Silveira para compor a coordenação nacional de sua campanha à reeleição. Nesse cenário, Silveira não disputaria uma vaga no Senado Federal por Minas Gerais e teria caminho livre para ficar no partido onde está.

A movimentação pela permanência de Silveira não encontra resistência interna nas direções estadual e nacional do PSD. Pelo contrário: o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e o presidente do diretório mineiro, o deputado estadual Cássio Soares, tentam, desde a filiação do vice-governador Mateus Simões, em outubro, convencer o ministro a não deixar a sigla.

Olho no 2º turno

Um possível “fico” de Silveira é visto com bons olhos, inclusive, por dirigentes do PT. A legenda de Lula entende que seria possível utilizar a boa relação do ministro com Kassab para garantir o apoio pessedista em um hipotético 2° turno presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Kassab, entretanto, afirmou publicamente no começo de fevereiro que estará ao lado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno na corrida pelo Palácio do Planalto.

Para o 1° turno, os pessedistas trabalham por uma candidatura própria. Estão no páreo três governadores: Ronaldo Caiado, de Goiás, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná.

Paralelamente, a permanência de Silveira no PSD permitiria que a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), ganhasse terreno na disputa pelo Senado, podendo ser apresentada como a candidata prioritária de Lula.

Efeito colateral

Em caso de manutenção da filiação de Silveira do PSD, o principal atingido será o PSB.

Lideranças da legenda em Minas ainda esperam que o ministro aceite o convite feito pelo presidente nacional, o prefeito de Recife (PE) João Campos, para representar a sigla na disputa pelo Senado.

A filiação de Silveira levaria ao PSB, ainda, aliados do ministro, que passariam a compor as chapas de concorrentes à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e à Câmara dos Deputados.

Leia também:

A equação cogitada por Silveira para permanecer no PSD

Deputados rejeitam proposta para proibir petróleo na Amazônia

Justiça mantém condenação de ex-juiz e comparsas por fraude que desviou R$ 13,5 milhões de prefeituras mineiras

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse