Ex-secretário de Fazenda de Zema vai assumir a presidência do Conselho da Copasa

Favorito para o cargo, Gustavo Barbosa foi escolhido na semana passada; empresa passa por processo de privatização
O ex-secretário Gustavo Barbosa
Gustavo Barbosa foi alçado ao comando do Conselho da Copasa. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Ex-secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Barbosa vai assumir a presidência do Conselho de Administração da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O Fator apurou que ele foi eleito para o posto na semana passada e, agora, se prepara para assumi-lo.

A vice-presidente do Conselho será Márcia Fragoso. Ela e Barbosa já ocupavam assentos no colegiado.

A mudança acontece em meio ao processo de privatização da Copasa. Na segunda-feira (23), durante assembleia, os acionistas da empresa aprovaram uma reforma estatutária com vistas à negociação de ao menos uma parte dos 50,03% detidos pelo governo de Minas Gerais.

O comando do Conselho da Copasa está vago desde 12 de fevereiro, quando o antigo ocupante da função, Hamilton Amadeo, entregou carta de renúncia. Amadeu decidiu deixar a posição por causa do vazamento de uma delação premiada em que confessou o pagamento de propina a políticos quando foi CEO da Aegea, empresa privada do setor de saneamento, em caso sem relação com a estatal mineira.

Gustavo Barbosa foi secretário de Fazenda do governador Romeu Zema (Novo) entre janeiro de 2019 e fevereiro do ano retrasado. Posteriormente, assumiu como assessor especial do vice-governador Romeu Zema (Novo). 

Espera por edital

Após o aval da assembleia de acionistas à proposta de privatização, eventuais interessados em apresentar ofertas para adquirir parte da porcentagem governamental na Copasa aguardam o edital que vai reger o processo. O documento deve ser publicado no mês que vem.

O pregão será baseado na chamada oferta secundária. Nesse modelo, os recursos arrecadados com a privatização irão diretamente para o caixa do acionista vendedor — no caso, o Palácio Tiradentes. O desenho foi definido a fim de permitir que o Executivo estadual possa aplicar a verba nos investimentos em infraestrutura exigidos pela União por causa da adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

Um dos cenários projetados por Zema para a privatização prevê a manutenção de 5% do capital societário nas mãos do estado. Para isso ocorrer, será preciso fechar acordo com um parceiro de referência.

Por outro lado, a proposta considera a possibilidade de venda total das ações do governo caso não haja um investidor de referência.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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