A reação do mercado financeiro à proposta de Zema para a privatização da Copasa

Governo de Minas aposta em modelo de oferta secundária para viabilizar a negociação de uma fatia da estatal
O governador Romeu Zema
Privatização da Copasa é desejo do governador Romeu Zema. Foto: Paulo Vitor Vargas/Digital MG

O modelo de oferta secundária proposto pelo governador Romeu Zema (Novo) para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) animou o mercado financeiro. Nesta quinta-feira (29), o Itaú BBA encaminhou comunicado a investidores avaliando positivamente o plano desenhado pelo chefe do Executivo.

Segundo os analistas Filipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha, o anúncio “traz mais visibilidade aos termos de governança e à estrutura da transação”.

Como O Fator mostrou mais cedo, a escolha de Zema pela oferta secundária serve para permitir que os recursos arrecadados com a transação sigam diretamente para o caixa do acionista vendedor — no caso, o governo mineiro. Um dos cenários projetados pelo Palácio Tiradentes considera a negociação de uma fatia relevante dos títulos para um parceiro de referência. Se isso acontecer, o estado manterá capital societário de 5%,

Para a equipe do Itaú BBA, o encaminhamento de uma proposta de modelagem à Copasa representa “mais um passo concreto rumo à privatização”.

“O processo está avançando da fase legislativa para a fase de estruturação e transação. Reforçamos a recomendação de compra para as ações da empresa”, apontam os analistas.

No início do mês, o Itaú BBA elevou o preço-alvo das ações da Copasa para R$ 55,90. O valor projetado permanece o mesmo nesta quinta-feira (29).

Mudança estatutária

O plano de Zema para a Copasa precisará ser aprovado pela companhia em assembleia geral. Se houver sinal verde, a proposta será posta em prática por meio de alteração no estatuto da empresa.

O governador quer, por exemplo, a celebração de um acordo de acionistas para garantir o direito de veto ao poder Executivo. Assim, mesmo se tornando minoritário, o estado teria a prerrogativa de interferir em decisões estratégicas da companhia.

Minas só cogitará a alienação total de sua participação societária na Copasa se a transação for estruturada sem a participação de um parceiro de referência.

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