O memorando de entendimentos firmado entre a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) pela renovação do contrato de prestação de serviços de saneamento ampliou o otimismo do Itaú BBA quanto ao processo de privatização da estatal mineira.
Segundo o banco de investimentos, o princípio de acordo com a capital mineira, bem como a recente notificação enviada a prefeituras do interior quanto à possibilidade de revisão dos termos de concessão, “reforçam o progresso consistente” dos trâmites rumo à desestatização.
“De modo geral, esses movimentos (junto à PBH e às cidades do interior) reforçam o progresso consistente da agenda de privatização, contratual e legislativamente. Com fortes indícios de que a gestão da Copasa poderá ampliar o escopo de seus contratos atuais e com o processo legislativo aparentemente encaminhado para ser concluído até 2025, reiteramos nossa perspectiva positiva para a empresa”, aponta trecho de análise divulgada pelo Itaú BBA nessa segunda-feira (8).
O material do banco é assinado pelos consultores Filipe Andrade, Victor Cunha e Luisa Candiota. O trio reforça a previsão que colocou em R$ 43,20 o preço-alvo dos papéis da Copasa para 2026.
Ao comentar as tratativas da empresa de saneamento com BH, os analistas afirmam que a revisão contratual tem, como objetivos, “consolidar e garantir a continuidade da prestação de serviços e alcançar o reequilíbrio econômico-financeiro”.
Renovação até 2073
O acordo entre a Copasa e a Prefeitura de BH vence em 2032. As negociações são pela extensão do vínculo até 2073. O memorando de entendimentos que marca o avanço nas conversas foi assinado na sexta-feira (5). A expectativa é que o novo contrato seja oficializado ainda neste ano.
Já o projeto de privatização tramita na Assembleia Legislativa e, na projeção da base aliada do governador Romeu Zema (Novo), será aprovado em 2° turno ainda neste ano. Nesta terça-feira (9), a matéria será votada na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, etapa que antecede a análise final em plenário.
O plano do Palácio Tiradentes é concluir todo o processo de alienação de ações da estatal entre março e abril do ano que vem, quando Zema deixará o Executivo estadual para cuidar formalmente da pré-campanha à Presidência da República, como manda a Justiça Eleitoral.
